Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Fim da escala 6×1: Hugo Motta diz que PEC pode ser votada pela Câmara ainda em 2026

Presidente da Casa afirma que texto passará por comissão especial para avaliar impactos econômicos antes de ir ao plenário

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira (9) que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6 por 1 e a redução da jornada semanal deve ser votada ainda em 2026.

Segundo Motta, o objetivo é garantir que o texto seja amplamente debatido antes da análise final pelos deputados. A proposta já foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável por avaliar a admissibilidade da matéria.

“Essa discussão na CCJ e, posteriormente, na comissão especial vai dar o amadurecimento que a proposta merece, inclusive para medir os possíveis impactos dessa decisão nos setores da nossa economia”, declarou o presidente da Câmara.

Tramitação prevê debates e audiências públicas

Caso a CCJ aprove a admissibilidade, será criada uma comissão especial para discutir o mérito da PEC. Nesse estágio, os parlamentares poderão apresentar emendas e promover audiências públicas com representantes do governo, do setor produtivo e de entidades trabalhistas.

A decisão de adotar um rito mais detalhado gerou críticas de deputados ligados ao governo, que defendiam uma tramitação mais rápida. Motta, no entanto, afirmou que pretende dialogar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros para alinhar expectativas sobre o tema.

“Hoje eu falei com o ministro Boulos, que solicitou uma reunião com a gente e com o presidente Lula para tratar do assunto ainda esta semana”, afirmou.

Proposta unifica textos e mira mudança na jornada semanal

O texto em análise reúne duas PECs apresentadas pelos deputados Erika Hilton (PSOL-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG). As propostas defendem alterações no modelo atual de jornada de trabalho, especialmente em setores que adotam seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso.

A expectativa é que o debate avance ao longo de 2026, com a Câmara avaliando tanto os impactos sociais quanto os reflexos econômicos da possível mudança na legislação trabalhista.


Por: Genivaldo Coimbra

 

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