Foto: Portal LeoDias

Polícia confirma novo caso de maus-tratos contra cão caramelo na Praia Brava e abre investigação

Inquérito apura morte do cão Orelha, tentativa de afogamento de caramelo e vandalismo envolvendo grupo de adolescentes

A Polícia Civil de Santa Catarina investiga uma série de episódios de violência, maus-tratos contra animais comunitários e vandalismo registrados em uma praia do estado. O inquérito, ao qual a equipe do portal LeoDias teve acesso com exclusividade, reúne denúncias graves que envolvem agressões a cães, quebra-quebra em barracas de praia, furtos, consumo de álcool e entorpecentes, além de conflitos com funcionários de condomínios da região.

Entre os casos mais emblemáticos está a morte do cachorro Orelha, que chocou moradores e ganhou repercussão nas redes sociais. Laudos da Polícia Científica apontam que o animal sofreu uma pancada contundente na cabeça, possivelmente causada por um chute ou por um objeto rígido, como uma barra de ferro ou pedaço de madeira. O ataque ocorreu na madrugada do dia 4 de janeiro, e o cão morreu cerca de 24 horas depois, em uma clínica veterinária.

Com a divulgação do caso, versões conflitantes passaram a circular, o que levou o Ministério Público a devolver o inquérito à Polícia Civil para apurar inconsistências técnicas, como possíveis instrumentos usados na agressão e detalhes da dinâmica do crime. O MP não descarta a exumação do corpo de Orelha para complementação do laudo pericial.

Tentativa de afogamento e novos casos de violência

No dia 6 de janeiro, um dia após a morte de Orelha, câmeras de segurança flagraram um grupo de adolescentes importunando um cão caramelo na praia durante a madrugada. As imagens mostram os jovens jogando o animal duas vezes para dentro de um condomínio residencial, obrigando porteiros a intervir.

Segundo a investigação, o grupo permaneceu no local consumindo bebidas alcoólicas e entorpecentes. Ainda na mesma noite, há indícios de que o cão tenha sido vítima de uma tentativa de afogamento. Um adolescente de 14 anos, identificado como V.M.P., aparece como um dos suspeitos e deve ser ouvido nos próximos dias, junto com outros quatro envolvidos.

Recentemente, uma cadela caramela foi encontrada gravemente ferida na mesma região onde ocorreram os ataques. De acordo com informações obtidas pela jornalista Patrícia Calderón, moradores acreditam que o animal seja irmã do caramelo atacado anteriormente. A cachorra apresentava um ferimento profundo em uma das patas dianteiras, foi socorrida, passou por atendimento veterinário e se recupera bem.

Investigação e responsabilização

Até o momento, a polícia já ouviu quatro menores suspeitos por crimes como maus-tratos a animais, vandalismo, dano ao patrimônio e perturbação do sossego. Um dos adolescentes, P.K., de 15 anos, foi descartado como autor de vandalismo após decisão judicial que apontou falta de provas. Já uma adolescente de 16 anos foi ouvida como testemunha, após aparecer em imagens ao lado de um dos investigados na madrugada em que Orelha foi atacado.

Mesmo com o inquérito avançado e pedidos de indiciamento em andamento, as autoridades reforçam que o caso ainda pode sofrer alterações conforme a análise final do Ministério Público e do Judiciário.

 


Por: Redação

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