Após confrontos antes do clássico, presidentes de organizadas anunciam afastamento em vídeos nas redes sociais
Os confrontos registrados antes do clássico entre Ceará e Fortaleza, no último domingo (8), tiveram repercussões que ultrapassaram os limites dos estádios e escancararam a influência do crime organizado no futebol cearense. Segundo informações do jornal O Povo, lideranças das principais torcidas organizadas dos dois clubes foram forçadas a renunciar aos cargos após pressão da facção criminosa Comando Vermelho.
Entre os alvos estão os presidentes da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF) e da Cearamor, principal organizada ligada ao Ceará. As renúncias foram anunciadas por meio de vídeos divulgados nas redes sociais, nos quais os líderes comunicam oficialmente o afastamento das funções de comando.
As gravações começaram a circular poucas horas depois dos episódios de violência registrados na véspera do clássico válido pelo Campeonato Cearense. As cenas de agressões entre torcedores rivais em vias públicas geraram forte repercussão e acenderam o alerta de autoridades e dirigentes esportivos.
O caso evidencia o avanço da criminalidade organizada sobre o ambiente do futebol, especialmente no contexto das torcidas organizadas, historicamente marcadas por episódios de violência. Internamente, clubes e órgãos de segurança acompanham a situação com preocupação, diante do risco de novos confrontos e da intimidação imposta por facções criminosas.
Até o momento, não houve manifestação oficial dos clubes sobre as renúncias, nem confirmação de medidas adicionais por parte das autoridades de segurança pública. O episódio, no entanto, reforça o debate sobre a necessidade de ações mais rígidas para coibir a violência e o crime no futebol brasileiro.
Por: Alex Alves