Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil

PT impõe regras e veta atos eleitorais em desfile que homenageará Lula

Sigla orienta militantes a evitarem pedidos de voto, slogans e ataques a adversários para não sofrer punições da Justiça Eleitoral

O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu proibir manifestações eleitorais durante o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que prestará homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no próximo domingo (15). A medida foi oficializada por meio de uma cartilha interna enviada a filiados e militantes.

O objetivo da orientação é evitar que o evento, divulgado como uma celebração cultural, seja interpretado pela Justiça Eleitoral como propaganda eleitoral antecipada, o que poderia gerar sanções ao partido e aos envolvidos.

Segundo o documento, estão expressamente proibidos pedidos de voto, exibição de números de urna, uso de slogans eleitorais e qualquer tipo de impulsionamento digital com caráter político-eleitoral. A direção partidária também reforça que não serão tolerados ataques ou críticas consideradas excessivas a possíveis adversários.

“A legislação é clara e não podemos dar margem para questionamentos ou penalidades”, destaca a orientação, que enfatiza a necessidade de manter o desfile com caráter “estritamente cultural”.

Temor de punições orienta estratégia do partido

A preocupação do PT está relacionada às regras do calendário eleitoral. Pela legislação vigente, a propaganda eleitoral oficial só é permitida a partir de 16 de agosto, após o registro das candidaturas. Antes disso, manifestações que promovam diretamente candidatos ou pedidos explícitos de voto podem resultar em multas e outras penalidades.

Nos bastidores, dirigentes avaliam que qualquer interpretação equivocada do desfile poderia ser usada por adversários para questionar judicialmente o partido, ampliando desgastes políticos em um momento de pré-campanha.

Com as restrições, o PT tenta equilibrar a homenagem ao presidente Lula com o cumprimento rigoroso das normas eleitorais, evitando transformar o desfile em um ato político formal e reduzindo riscos jurídicos para a legenda.


Por: Genivaldo Coimbra

 

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