Cinzas dos músicos darão origem a árvores em projeto que une lembrança, afeto e preservação ambiental
Trinta anos depois do acidente aéreo que interrompeu de forma abrupta a trajetória dos Mamonas Assassinas, a história da banda ganha um novo e delicado capítulo. Em comum acordo, familiares decidiram pela exumação dos corpos para que parte das cinzas seja transformada em adubo e utilizada no plantio de cinco árvores em Guarulhos, cidade que viu nascer o grupo que marcou gerações.
O anúncio foi feito neste sábado (21) nas redes sociais da banda e do BioParque Cemitério de Guarulhos. Mais do que uma ação técnica, a iniciativa carrega um forte significado emocional, ao transformar a saudade em vida e crescimento.
O espaço criado receberá o nome de Jardim BioParque Memorial Mamonas e foi pensado como um local de encontro entre lembranças, natureza e história. A proposta segue o conceito do BioParque, que busca ressignificar homenagens póstumas ao associar memória afetiva à sustentabilidade e à preservação ambiental.
As cinzas da cremação serão incorporadas às sementes de árvores nativas, que simbolizam a continuidade da vida. Cada muda será acompanhada por profissionais especializados, garantindo que o crescimento aconteça de forma responsável e respeitosa, tanto com o meio ambiente quanto com a memória dos artistas.
“Mais do que um memorial, o espaço se propõe a ser um patrimônio afetivo, onde o tempo não apaga as lembranças, apenas as transforma”, informou o cemitério em nota.
Assim, a história dos Mamonas segue viva não apenas nas músicas, mas também na paisagem de sua cidade natal, onde a memória se transforma em raízes, folhas e novos ciclos.
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Por: Lucas Reis