Foto: Reprodução

Acidente com asa-delta deixa duas vítimas fatais em praia da zona sul do Rio

Instrutor experiente e turista estrangeira morreram após queda no mar em São Conrado

Um acidente com asa-delta terminou com a morte de duas pessoas na manhã deste sábado na praia de São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro. Um homem morreu ainda no local, enquanto uma mulher chegou a ser socorrida em estado gravíssimo, mas não resistiu aos ferimentos após dar entrada em unidade hospitalar.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, a corporação foi acionada às 11h18 para atender a ocorrência. O resgate contou com equipes da guarnição marítima de São Conrado e de Copacabana, que realizaram os primeiros atendimentos às vítimas retiradas do mar.

As vítimas foram identificadas como Rodolfo Pascoal Ladeira, de 43 anos, instrutor de asa-delta com três décadas de experiência, e a turista americana Jenny Colón Rodríguez, de 36 anos. Segundo a imprensa local, os dois caíram no mar durante o voo. Rodolfo morreu ainda na praia, enquanto Jenny foi encaminhada ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, onde chegou a receber atendimento médico, mas não sobreviveu.

Após o resgate, a perícia técnica da Polícia Civil do Rio de Janeiro esteve no local para iniciar os trabalhos de investigação. O caso foi registrado na 15ª DP, responsável por apurar as circunstâncias do acidente, cuja causa ainda não foi esclarecida.

Inicialmente, foi informado que a Agência Nacional de Aviação Civil também seria acionada. Em nota, a agência esclareceu que não emite nem exige habilitação para a prática de esportes radicais, como o voo livre, mas fez recomendações sobre normas e responsabilidades.

“A fiscalização de irregularidades nessa atividade envolve a interface das Secretarias de Segurança Pública (SSP), que são os órgãos com atribuições de fiscalização penal, com a Anac. Denúncias recebidas pela Agência sobre irregularidades nesse campo são encaminhadas para os órgãos de polícia competentes para a tomada das medidas cabíveis. […] Sobre os requisitos operacionais de equipamentos de voo livre, como parapentes, esses equipamentos não estão sujeitos à avaliação de aspectos de aeronavegabilidade, mas a Anac exige que os praticantes realizem o cadastro do equipamento, como previsto no RBAC nº 103. Esse cadastro é operacionalizado pelas associações credenciadas, que são responsáveis pela identificação do desportista e pela emissão de atestado de capacidade, garantindo que ele está apto a cumprir as normas operacionais pertinentes”, disse a agência em nota.

A ANAC também reforçou que a prática do voo livre só é permitida em áreas autorizadas pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo, além do cumprimento das regras do RBAC nº 103.

Rodolfo Ladeira era integrante do Clube São Conrado de Voo Livre, que anunciou a suspensão das atividades por três dias e informou que aguarda o resgate completo do equipamento para análise técnica. O clube manifestou pesar pelas mortes e afirmou colaborar com as investigações.


Por: Redação

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