Agenor Mariano critica filiação da filha do ex-prefeito ao PL e fala em “síndrome da realeza”
A saída de Ana Paula Rezende do MDB ganhou novos contornos após críticas públicas de um antigo aliado de seu pai, o ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende. O ex-vice-prefeito da capital, Agenor Mariano, classificou a decisão como um “poderoso piti” e atribuiu o movimento à chamada “síndrome da realeza”.
Ana Paula anunciou nesta semana sua filiação ao Partido Liberal (PL), deixando o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), legenda historicamente ligada à trajetória política do pai.
Em entrevista, Agenor afirmou que a herdeira política estaria agindo como se tivesse direitos adquiridos por herança, sem construir a própria base política.
“Ela quer que todos beijem suas mãos. Mas, na política, é preciso construir a própria história”, declarou.
Segundo ele, mesmo ocupando a vice-presidência estadual do MDB, Ana Paula não apresentou projeto eleitoral formal à direção do partido e teria ignorado sugestões do governador Ronaldo Caiado para compor chapa em Goiânia.
Alinhamento ideológico e crítica histórica
Agenor também destacou o que chamou de “ironia histórica”. Ao deixar o MDB para apoiar o senador Wilder Morais, do PL, Ana Paula, segundo ele, se aproxima de um campo político que no passado se opôs ao legado de Iris Rezende.
“Iris era estadista. Pensava no povo. Essa decisão foi egoísta”, afirmou.
Para o ex-vice-prefeito, a movimentação demonstra imaturidade política e pode ter consequências futuras no cenário eleitoral goiano. “Prenuncia-se um voo de pato”, concluiu.
Por: Juliana Braz