A Polícia Civil identificou um soldado da Polícia Militar do Estado de São Paulo como suspeito de ter matado com sete tiros um cachorro comunitário na Avenida Ragueb Chohfi, no Jardim Três Marias, na Zona Leste de São Paulo. O crime ocorreu em 18 de janeiro deste ano. O nome do policial não foi divulgado.
Na manhã desta segunda-feira (23), o soldado foi conduzido por agentes da Polícia Civil e da Corregedoria da PM ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), no Centro da capital. Ele será interrogado e deve ser indiciado por maus-tratos a animais, podendo responder em liberdade.
Imagens de uma câmera de monitoramento registraram o momento do crime. O vídeo mostra o cachorro latindo para o homem, que discutia com a esposa. Em seguida, ele saca a arma e dispara diversas vezes contra o animal antes de fugir.
O cão, conhecido como “Caramelo” por moradores e funcionários de um shopping próximo, não tinha raça definida e vivia na rua.
Laudo aponta tiros na cabeça e no peito
Laudo necroscópico apontou que o cachorro foi atingido por um disparo na cabeça, dois no peito e outros pelo corpo, totalizando sete tiros.
A identificação do policial foi feita pela Delegacia de Crimes contra os Animais, vinculada ao DPPC, após análise das imagens.
A Polícia Civil chegou a solicitar a prisão temporária do suspeito, mas a Justiça negou o pedido e autorizou apenas mandado de busca e apreensão na residência do soldado.
A arma utilizada já havia sido apreendida anteriormente em outra ocorrência, no dia 14 de fevereiro, quando o policial reagiu a um assalto e atirou contra um suspeito.
Caso seja condenado por maus-tratos a animais, o soldado pode receber pena de 2 a 5 anos de prisão. Em geral, esse tipo de punição pode ser convertida em medidas alternativas, como prestação de serviços comunitários.
Por: Lucas Reis