Força-tarefa com 136 bombeiros atua em Juiz de Fora e Ubá; buscas seguem em meio a cenário de destruição e alerta para mais chuvas
A chuva extrema que atingiu a Zona da Mata de Minas Gerais entre a noite de segunda-feira (23) e a madrugada desta terça-feira (24) transformou ruas em rios, provocou deslizamentos e deixou um rastro de dor em duas das principais cidades da região.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, 47 pessoas seguem não localizadas após os temporais. A maior parte dos registros está em Juiz de Fora, com 43 casos. Em Ubá, outras quatro pessoas continuam sendo procuradas.
Até o momento, o número oficial de mortes chegou a 21 vítimas: 15 em Juiz de Fora e 6 em Ubá.
Madrugada de resgates e tensão
As equipes de resgate trabalham sem interrupção. Ao todo, 136 militares estão mobilizados exclusivamente nas duas cidades. O foco é localizar sobreviventes em áreas de soterramento e em pontos atingidos por inundações.
Em Juiz de Fora, o transbordamento do Rio Paraibuna agravou ainda mais a situação, espalhando lama e destruindo estruturas pelo caminho. Apesar do cenário devastador, 13 pessoas foram resgatadas com vida durante operações realizadas em meio à chuva intensa.
“Não localizados” não significa confirmação de óbito
Em coletiva, a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, destacou a delicadeza do momento e explicou o uso do termo “não localizadas”.
Segundo ela, ainda não é possível afirmar que todas as pessoas procuradas estavam exatamente nos locais atingidos. Muitas podem ter conseguido sair antes dos deslizamentos ou enchentes, mas ainda não restabeleceram contato com familiares.
A prefeita classificou o episódio como “absolutamente extraordinário”, afirmando que o volume de chuva superou protocolos que vinham sendo adotados para reduzir riscos no período chuvoso.
Cidades em alerta
As autoridades reforçam o pedido para que moradores evitem áreas próximas a encostas, margens de rios e imóveis interditados. A recomendação é que qualquer informação sobre pessoas não localizadas seja repassada imediatamente aos órgãos de segurança.
Enquanto famílias aguardam notícias, a região permanece em alerta para novas pancadas de chuva. Em meio à lama e aos escombros, o trabalho das equipes de resgate se mistura à esperança de encontrar mais sobreviventes.
Por: Genivaldo Coimbra