Foto: Reprodução/@gianni_infantino

Irã avalia sair da Copa do Mundo em meio a ataques; FIFA acompanha cenário

A seleção do Irã foi sorteada no Grupo G da Copa do Mundo FIFA de 2026 e disputará todos os jogos da fase de grupos nos Estados Unidos, com partidas concentradas na costa oeste do país.

O sorteio oficial teve a participação do presidente da FIFA, Gianni Infantino, além de líderes das nações-sede, como o presidente dos EUA, Donald Trump, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.

Jogos na Califórnia e em Seattle

A estreia do Irã será no dia 15 de junho, às 22h (de Brasília), contra a Nova Zelândia, no SoFi Stadium, em Inglewood, região metropolitana de Los Angeles, na Califórnia.

Na segunda rodada, os iranianos voltam ao mesmo estádio para enfrentar a Bélgica, no dia 21 de junho, às 16h (de Brasília).

A equipe encerra a participação na fase de grupos diante do Egito, no Seattle Field, no dia 27 de junho, à 0h (de Brasília).

Até o momento, nem a FIFA nem a federação iraniana confirmaram qualquer mudança de sede ou eventual desistência da competição.

Boicotes históricos em Copas do Mundo

Caso o Irã opte por não disputar o torneio, não será um caso inédito na história dos Mundiais.

Em 1934, o Uruguai, então campeão mundial, recusou-se a disputar a Copa na Itália como retaliação à ausência de seleções europeias no Mundial de 1930, sediado em Montevidéu. Em 1938, além do Uruguai, a Argentina também não participou do torneio na França por motivos semelhantes.

Na edição de 1950, a Índia desistiu da disputa no Brasil.

Em 1958, Turquia, Indonésia, Egito e Sudão se recusaram a disputar as eliminatórias após a inclusão de Israel como representante asiático. Israel acabou disputando a última vaga contra o País de Gales, que ficou com a classificação.

Já em 1966, seleções africanas desistiram das eliminatórias em protesto contra decisões envolvendo a África do Sul, suspensa à época por causa do regime do apartheid.

Em 1974, a União Soviética se negou a viajar ao Chile para a repescagem do Mundial, após o golpe militar que derrubou o presidente Salvador Allende e levou o general Augusto Pinochet ao poder.

A definição do Grupo G reacende o debate sobre política e futebol, tema recorrente na história das Copas do Mundo.


Por: Lucas Reis

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