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Irã registra 555 mortos após ofensiva de EUA e Israel e vive maior crise das últimas décadas

Ataques atingem 131 cidades, deixam rastro de destruição e colocam Oriente Médio em estado de tensão máxima

O número de mortos no Irã chegou a 555 nesta segunda-feira (2), após os ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel, segundo informou o Crescente Vermelho do Irã.

De acordo com a entidade humanitária, 131 cidades iranianas foram atingidas desde o início da ofensiva, no último sábado (28). Em nota divulgada no Telegram, o grupo classificou as ações como “ataques terroristas sionista-americanos” e confirmou que milhares de feridos seguem sendo atendidos em hospitais e centros improvisados.

Teerã sob fumaça e medo

Na capital Teerã, colunas de fumaça ainda são vistas em diversos pontos da cidade. Moradores relatam noites sem dormir, explosões constantes e dificuldade de acesso a serviços básicos.

“Estamos vivendo um pesadelo. As crianças não conseguem parar de chorar”, disse uma moradora da região norte da capital, sob condição de anonimato.

Mais de 100 mil socorristas voluntários estão mobilizados em todo o país, trabalhando em regime de alerta máximo para localizar sobreviventes sob escombros.

Morte de Ali Khamenei amplia crise

Durante os bombardeios, o aiatolá Ali Khamenei foi morto, segundo veículos estatais iranianos. Ele liderava o país desde 1989 e era a principal autoridade política e religiosa do regime.

O então presidente norte-americano Donald Trump afirmou que os ataques continuarão “até que todos os objetivos sejam alcançados” e indicou que o conflito pode se estender por até quatro semanas.

O governo iraniano, por sua vez, respondeu com bombardeios contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio, ampliando o risco de escalada regional.

Comunidade internacional em alerta

Diplomatas europeus pedem cessar-fogo imediato, enquanto organismos internacionais acompanham com preocupação o avanço das hostilidades. Especialistas avaliam que a morte de Khamenei abre um período de incerteza política no país, com possível anúncio de um novo líder supremo nos próximos dias.

Enquanto isso, famílias continuam buscando desaparecidos e hospitais enfrentam superlotação. O saldo de vítimas pode aumentar nas próximas horas.



Por: Lucas Reis

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