Três investigadores e um escrivão teriam cobrado até R$ 500 mil para interromper apuração sobre roubo de cargas de café
Quatro policiais civis foram presos em Minas Gerais suspeitos de extorquir uma quadrilha investigada por roubo de cargas de café na região de Patos de Minas, no Triângulo Mineiro. A investigação foi conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
Entre os detidos estão três investigadores e um escrivão da Polícia Civil de Minas Gerais. Segundo o MPMG, os agentes apuravam a atuação do grupo criminoso e já teriam reunido informações suficientes para efetuar prisões. No entanto, em vez de avançar com a operação, teriam negociado vantagens financeiras para interromper o caso.
Valores teriam chegado a R$ 500 mil
De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao Ministério Público, os policiais teriam exigido cerca de R$ 500 mil dos suspeitos para não dar prosseguimento às investigações.
As apurações indicam que parte dos valores teria sido paga, com repasses que variariam entre R$ 50 mil e R$ 200 mil.
O caso chama atenção por envolver justamente agentes responsáveis pela repressão ao crime organizado. A investigação aponta que a quadrilha atuava no roubo de cargas de café, prática que causa prejuízos significativos ao setor produtivo da região.
Polícia Civil promete rigor
Em nota oficial, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que qualquer desvio de conduta atribuído a servidores será apurado com rigor. Segundo a corporação, as investigações ocorrerão tanto na esfera administrativa interna quanto por meio da Corregedoria-Geral, com acompanhamento dos órgãos de controle do sistema de Justiça.
O caso segue sob investigação do Ministério Público e pode resultar em novas medidas judiciais nos próximos dias.
Por: Genivaldo Coimbra