Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

STF mantém Bolsonaro preso na Papudinha por decisão unânime

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, manter o ex-presidente Jair Bolsonaro preso em Brasília. Os ministros acompanharam o entendimento do relator do caso, Alexandre de Moraes, que havia negado o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa.

Com a decisão, Bolsonaro continuará detido em uma sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde cumpre pena atualmente.

O julgamento ocorreu em sessão virtual, modelo no qual os ministros registram seus votos eletronicamente, sem debate presencial. Mesmo com o prazo da sessão aberto até o fim da noite desta quinta-feira (5), o placar já indicava unanimidade entre os integrantes do colegiado.

Além de Moraes, votaram para manter a prisão os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

Argumentos da defesa

A defesa do ex-presidente havia solicitado a conversão da pena em prisão domiciliar por razões humanitárias, alegando que Bolsonaro apresenta um quadro de saúde complexo que exigiria cuidados especiais.

Ao analisar o pedido, Moraes afirmou que a unidade onde o ex-presidente está preso possui estrutura adequada para atendimento médico, com acompanhamento constante, atendimentos diários, sessões de fisioterapia, possibilidade de atividades físicas e assistência religiosa.

Histórico pesou na decisão

Outro ponto destacado pelo relator foi o histórico do ex-presidente durante medidas cautelares anteriores. Segundo Moraes, antes de iniciar o cumprimento definitivo da pena, Bolsonaro chegou a ficar em prisão domiciliar e descumpriu determinações judiciais, incluindo o rompimento da tornozeleira eletrônica.

Para o ministro, esse episódio reforça a avaliação de que há risco de descumprimento das condições impostas pela Justiça, o que pesou para negar novamente o benefício.

A decisão também ressaltou que Bolsonaro tem recebido visitas frequentes de familiares, aliados políticos e amigos, o que, segundo o tribunal, garante a observância do princípio da dignidade da pessoa humana durante o cumprimento da pena.


Por: Genivaldo Coimbra

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