Candidato afirma que apresentou laudos médicos e pediu ajustes no teste físico do concurso da Polícia Civil de Minas Gerais, mas foi avaliado com os mesmos critérios da ampla concorrência
O advogado goiano Matheus Menezes afirma que se tornar delegado sempre foi mais do que um objetivo profissional: trata-se de um verdadeiro propósito de vida. O candidato participou do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), mas acabou eliminado no Teste de Aptidão Física (TAF) e afirma ter sido prejudicado pela falta de adaptações na prova, mesmo concorrendo como pessoa com deficiência (PCD).
Segundo Matheus, a motivação pela carreira começou ainda na faculdade de Direito. Ele conta que sempre se identificou com o trabalho investigativo da polícia judiciária e com a possibilidade de contribuir para o combate à criminalidade. Para ele, a função de delegado vai muito além da imagem comum de perseguições policiais, envolvendo inteligência, investigação e gestão de equipes.
O candidato explica que apresentou laudos médicos solicitando adaptações para a realização do TAF, devido ao nanismo. De acordo com ele, o pedido foi feito formalmente antes da prova e reforçado no próprio dia da avaliação. Ainda assim, afirma que foi submetido aos mesmos critérios aplicados aos demais candidatos.
A eliminação ocorreu na prova de salto horizontal, uma das etapas do teste físico. Matheus afirma que ficou especialmente frustrado porque já havia avançado até a penúltima fase do concurso.
Para ele, a situação representa uma injustiça e também gera desgaste emocional. O advogado relata que precisou recorrer à Justiça para tentar garantir o direito às adaptações previstas para candidatos PCD em concursos públicos.
Apesar da frustração, Matheus diz que não desistiu do sonho de seguir carreira policial. Segundo ele, a determinação de atuar como delegado e contribuir para investigações e combate ao crime continua sendo sua maior motivação profissional.
Por: Lucas Reis