Operação reúne órgãos de defesa do consumidor e segurança pública para apurar alta que pode impactar fretes, alimentos e produtos
O aumento expressivo no preço do combustível acendeu um alerta entre autoridades de fiscalização em Goiás. Para investigar possíveis irregularidades na formação desses valores, uma operação conjunta foi realizada nesta terça-feira (10/03) em distribuidoras de combustíveis localizadas em Senador Canedo.
A ação, denominada Operação Combustível Justo, reuniu equipes do Procon Goiás, da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), da Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT) e da Polícia Militar de Goiás.
Durante a fiscalização, 14 distribuidoras foram vistoriadas, e quatro delas acabaram autuadas por suspeita de aumento injustificado nos preços do diesel comercializado para postos de combustíveis.
Preço do diesel teve salto expressivo
A mobilização das autoridades ocorreu após a constatação de que o valor do diesel em alguns pontos de venda teria subido rapidamente de cerca de R$ 5,30 para até R$ 7,80 por litro.
O objetivo da operação é verificar se essa elevação tem justificativa real dentro da cadeia de distribuição ou se houve prática abusiva contra consumidores e comerciantes.
Isso porque, segundo as autoridades, não houve anúncio recente de reajuste nos preços da Petrobras para distribuidoras, o que levanta dúvidas sobre a origem desse aumento.
Caso chamou atenção durante a fiscalização
Em uma das empresas vistoriadas, os fiscais identificaram que o diesel S10 havia sido adquirido por cerca de R$ 4,90, sendo inicialmente revendido por aproximadamente R$ 5,30.
No entanto, poucos dias depois, o combustível passou a ser comercializado por R$ 7,55, valor considerado elevado diante do custo anterior.
Para o superintendente do Procon Goiás, Marco Palmerston, aumentos desse tipo podem gerar impactos em cadeia na economia.
“Aumento, principalmente, do diesel significa elevação de valor de frete, de alimentos, de insumos”, advertiu Palmerston.
“Não vamos admitir que consumidores e transportadores goianos sejam prejudicados por aumentos desproporcionais. Todo o mercado precisa agir com transparência”, afirmou.
Fiscalização continua nos próximos dias
Além das autuações aplicadas, outras 11 distribuidoras foram notificadas e terão até sete dias para apresentar documentos que comprovem a formação de preços praticados recentemente.
Entre os dados solicitados estão notas fiscais, relatórios de estoque e informações sobre fornecimento de combustível aos postos.
As autoridades informaram que as investigações devem continuar e que novas medidas podem ser adotadas caso irregularidades sejam confirmadas.
Consumidores que identificarem práticas suspeitas podem registrar denúncias pelos telefones 151 ou (62) 3201-7124, além do atendimento online no Portal Expresso do Governo de Goiás.
Por: Genivaldo Coimbra