Ligação disfarçada ajudou a Guarda Civil a entender a situação e localizar o suspeito, que foi encontrado armado com uma faca
Uma ligação aparentemente comum acabou se transformando em um pedido urgente de ajuda em Rio Verde. Para conseguir denunciar o próprio companheiro sem levantar suspeitas, uma mulher fingiu fazer um pedido de pizza durante uma chamada para a Guarda Civil Municipal de Rio Verde.
Segundo informações divulgadas pela TV Anhanguera, a vítima estava sendo ameaçada dentro de casa e encontrou na ligação disfarçada uma forma de pedir ajuda sem colocar sua vida em risco.
Estratégia para pedir socorro
Durante a conversa com a central da guarda, a mulher disse que gostaria de pedir uma pizza de calabresa. A atitude levantou suspeitas nos atendentes, que rapidamente perceberam que poderia se tratar de uma tentativa de denúncia.
Para confirmar a situação, os agentes passaram a fazer perguntas que pudessem ser respondidas apenas com “sim” ou “não”, evitando que o possível agressor percebesse o que estava acontecendo.
A vítima confirmou que estava em perigo e também indicou que o companheiro estava armado.
Antes de desligar, ela reforçou a urgência da situação e pediu rapidez na chegada da viatura.
“Vem muito rápido. É urgente!”, disse ao fim da ligação.
Ameaças e prisão do suspeito
De acordo com o repórter Cássio Ramos, quando os agentes chegaram ao endereço, o homem já havia saído do local.
A mulher relatou que ele havia consumido álcool e drogas antes da discussão. Ao tentar conversar com o companheiro, ele teria reagido com agressividade e feito ameaças graves.
Segundo o relato, o homem afirmou que iria matá-la e chegou a dizer que “colocaria fogo no rosto dela”.
Após buscas pela região, os guardas encontraram o suspeito em um bar da cidade. Durante a abordagem, foi localizada uma faca presa à cintura dele.
O homem foi conduzido à delegacia para os procedimentos legais. O nome do suspeito não foi divulgado, e não houve manifestação da defesa até o momento.
O caso chama atenção para as estratégias que vítimas de violência doméstica muitas vezes precisam utilizar para conseguir pedir ajuda com segurança.
Por: Genivaldo Coimbra