Investigação revela que criminoso, considerado um dos mais procurados do país, utiliza telefone internacional para dar ordens a integrantes da facção
Apontado como um dos criminosos mais perigosos do Brasil, Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca” ou “Urso”, segue exercendo influência direta sobre o Comando Vermelho mesmo estando foragido. Investigações conduzidas pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro revelaram que o traficante utiliza um número telefônico internacional, com prefixo dos Estados Unidos, para dificultar o rastreamento de suas comunicações.
A descoberta ocorreu durante análises realizadas no âmbito de uma operação policial que busca enfraquecer a estrutura da facção criminosa no estado do Rio de Janeiro. De acordo com os investigadores, a quebra de sigilo telemático apontou que Doca mantém contato frequente com lideranças do grupo em comunidades dominadas pela organização criminosa.
Segundo a apuração, o traficante utiliza o aplicativo WhatsApp conectado a um número com prefixo “+1” e código de área “305”, que corresponde à região de Miami, no estado da Flórida, nos Estados Unidos. A estratégia seria uma tentativa de dificultar o monitoramento por parte das autoridades brasileiras.
Mesmo assim, os investigadores conseguiram identificar conversas atribuídas ao criminoso. Nos registros analisados, Doca aparece ativo praticamente durante todo o dia, respondendo mensagens e tomando decisões relacionadas ao funcionamento da facção.
Com o codinome “Deus é fiel” no aplicativo de mensagens, ele seria responsável por autorizar diferentes ações do grupo. Entre elas estão pagamentos a integrantes da organização, instalação de barricadas em áreas dominadas pela facção e até ordens de punição contra membros que descumprem regras internas.
As investigações também indicam que o traficante mantém comunicação direta com responsáveis por pontos estratégicos do tráfico em comunidades controladas pelo Comando Vermelho, reforçando a hipótese de que continua exercendo papel central na engrenagem criminosa.
Apesar da tentativa de utilizar um número internacional para despistar as autoridades, os investigadores afirmam que a estratégia não foi suficiente para impedir o rastreamento das atividades do grupo.
Considerado um dos alvos prioritários das forças de segurança, Edgar Alves de Andrade segue sendo procurado, enquanto novas operações buscam enfraquecer a estrutura da facção e localizar o paradeiro do criminoso.
Por: Genivaldo Coimbra