Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Um mês após tragédia em Itumbiara, mãe das crianças mortas pelo pai fala pela primeira vez

Sarah Araújo relata dor, incredulidade e dificuldade para seguir em frente após crime que chocou Goiás

Um mês depois do crime que abalou a cidade de Itumbiara, a mãe dos dois meninos mortos pelo próprio pai decidiu se pronunciar publicamente pela primeira vez. Em entrevista concedida à TV Anhanguera, Sarah Araújo relatou o sofrimento enfrentado desde a tragédia.

Ainda profundamente abalada, Sarah afirmou que continua tendo dificuldade para aceitar o que aconteceu com os filhos.

“Até hoje não consigo acreditar. É muito difícil de olhar as fotos deles, os vídeos, e eles não estarem aqui. Eu não me conformo, ainda mais na forma que foi. (…) É muito difícil seguir”, lamentou.

Apoio de mulheres e rede de solidariedade

Durante a entrevista, Sarah também destacou a importância do apoio recebido de familiares, amigas e de grupos de mulheres da cidade, que têm prestado suporte emocional neste momento de luto.

“Quero agradecer a todas elas, a Josiane que está representando. Eu sinto muito o carinho de todas por mim, a solidariedade, sinto as orações, sinto que está me sustentando o apoio de todas elas”, afirmou.

A coordenadora da Casa da Mulher de Itumbiara, Jaciene Machado, também se manifestou sobre o caso e reforçou a importância da rede de apoio à mãe das crianças.

“Unidas nós vamos conseguir dar o apoio que ela precisa. Nós mulheres somos solidárias a ela”, declarou.

Crime chocou a cidade

Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil de Goiás, o responsável pelo crime foi Thales Machado, pai das vítimas e então secretário de governo do município.

De acordo com os investigadores, ele atirou contra os filhos enquanto os meninos dormiam e, em seguida, tirou a própria vida.

Quando as equipes policiais chegaram ao local, o secretário já estava morto.

Detalhes da investigação

A perícia apontou que as crianças estavam deitadas com o rosto voltado para o travesseiro quando foram atingidas por disparos na têmpora direita.

Para cometer o crime, Thales utilizou uma Glock G25 .380 registrada em seu nome.

A investigação também identificou indícios de planejamento. No mesmo dia do crime, o secretário teria comprado galões de gasolina. O combustível foi encontrado espalhado na casa e um isqueiro também foi localizado no local, embora o imóvel não tenha sido incendiado.

Além disso, familiares relataram que o comportamento dele durante um jantar com os pais na noite anterior chamou atenção.

O delegado responsável pelo caso, Felipe Sales, afirmou que os pais do investigado perceberam posteriormente sinais que poderiam indicar uma despedida.

“Os pais de Thales nos informaram que posteriormente aos fatos eles conseguiram observar que houve ali nesse jantar um tom de despedida, um carinho a mais, e que eles só conseguiram notar após os fatos”, contou o delegado.

O caso segue sendo lembrado como uma das tragédias mais marcantes recentes na região sul de Goiás.


Por: Genivaldo Coimbra

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