Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Bolsonaro permanece na UTI sem previsão de alta, apesar de evolução clínica

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Ex-presidente apresenta melhora pulmonar e redução da inflamação; defesa aguarda decisão do STF sobre prisão domiciliar

O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado na unidade de terapia intensiva do hospital DF Star, em Brasília, sem previsão de alta, apesar de apresentar evolução no quadro de saúde.

De acordo com o boletim médico mais recente, exames de imagem indicaram melhora nos pulmões, enquanto marcadores inflamatórios demonstraram redução significativa. A equipe médica destaca que esses fatores apontam para uma resposta positiva ao tratamento.

Quadro clínico e tratamento

Atualmente, Bolsonaro está em uma unidade de cuidados intermediários, considerada um estágio entre a UTI tradicional e o quarto hospitalar. O tratamento com antibióticos segue em andamento, além de sessões de fisioterapia respiratória e motora.

Segundo o cardiologista Brasil Caiado, que acompanha o caso, o tratamento da infecção está aproximadamente na metade, o que pode permitir a saída da UTI até o fim da semana, caso a evolução continue.

O ex-presidente foi internado na última sexta-feira (13), após apresentar sintomas como vômitos e calafrios enquanto estava na Papudinha. No hospital, foi diagnosticado com infecção pulmonar bacteriana.

Evolução do quadro

O estado de saúde chegou a se agravar no sábado (14), com piora de funções renais e aumento de marcadores inflamatórios. No entanto, houve regressão do quadro nos dias seguintes, permitindo sua transferência para uma unidade semi-intensiva na segunda-feira (16).

Pedido de prisão domiciliar

Paralelamente ao tratamento médico, a defesa de Bolsonaro aguarda decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, sobre o pedido de prisão domiciliar.

A solicitação foi reiterada nesta semana pelos advogados do ex-presidente e também pelo senador Flávio Bolsonaro, que classificou reunião com o ministro como “tranquila e objetiva”.

A defesa argumenta que a medida não configura privilégio, mas sim uma necessidade para garantir condições adequadas de tratamento, evitando riscos adicionais à saúde do ex-presidente.


Por: Genivaldo Coimbra

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