Réu pela morte da esposa, oficial é alvo de novas acusações envolvendo abuso de autoridade e conduta inadequada
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso e réu pelo assassinato da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, passou a ser investigado também por denúncias de assédio dentro da corporação. O caso amplia a gravidade das acusações já enfrentadas pelo oficial.
Segundo apuração conduzida pela Corregedoria da Polícia Militar, uma policial relatou ter sido vítima de assédio sexual em 2025. De acordo com o depoimento, o tenente-coronel teria tentado forçar uma aproximação física sem consentimento. Após a recusa, a agente afirma ter sido transferida de batalhão, o que pode configurar retaliação.
A identidade da denunciante foi preservada por questões de segurança. O caso está sendo analisado internamente e pode resultar em novas sanções administrativas, além das implicações na esfera criminal.
As denúncias não são isoladas. Em 2022, outras policiais já haviam relatado episódios de assédio moral envolvendo o mesmo oficial. Na época, não houve punição formal, mas uma das vítimas buscou a Justiça e conseguiu indenização. Os relatos apontam para um possível padrão de comportamento dentro das unidades onde ele atuou.
As novas acusações surgem em meio ao processo que investiga a morte de Gisele. A policial foi encontrada morta com um tiro na cabeça dentro de casa, na região central de São Paulo. Inicialmente tratada como ocorrência duvidosa, a investigação evoluiu para feminicídio.
Perícias apontaram inconsistências na versão apresentada pelo tenente-coronel, indicando possível manipulação da cena do crime. Diante disso, ele também responde por suspeita de fraude processual.
O caso segue sob investigação e gera forte repercussão, levantando debates sobre violência de gênero e abuso de poder dentro das forças de segurança.
Por: Juliana Braz