A comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, de 37 anos, foi assassinada a tiros na madrugada desta segunda-feira (23). O autor do crime foi o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que tirou a própria vida logo após o ataque.
Segundo as investigações, o crime foi motivado pela não aceitação do fim do relacionamento. A delegada responsável pelo caso apontou que o suspeito apresentava comportamento “possessivo e extremamente controlador”.
Crime ocorreu dentro de casa
O assassinato aconteceu por volta de 1h, na residência da vítima, no bairro Caratoíra. Dayse foi atingida por cinco disparos na cabeça enquanto dormia no quarto da filha, uma criança de 8 anos.
De acordo com a polícia, o agressor utilizou uma escada para invadir o imóvel, o que reforça a suspeita de premeditação. Após cometer o crime, ele foi até outro cômodo da casa e se suicidou.
Histórico de violência
Relatos da família indicam que o relacionamento já apresentava sinais de violência. O pai da vítima afirmou que o policial havia tentado enforcá-la anteriormente. Apesar disso, não havia registros formais de denúncia.
Para a investigação, o caso evidencia um padrão recorrente em crimes de violência de gênero: o controle e a recusa em aceitar a autonomia da vítima.
Caso é tratado como feminicídio
O crime está sendo investigado como feminicídio, quando a mulher é assassinada em razão de sua condição de gênero. A polícia destacou que a posição de autoridade de Dayse não impediu que ela se tornasse vítima.
“O caso mostra que a violência não está ligada ao perfil da vítima, mas à postura do agressor”, afirmou a delegada responsável.
Investigação segue em andamento
Os celulares da vítima e do autor foram apreendidos e passarão por perícia para esclarecer detalhes da motivação e da dinâmica do crime.
A Polícia Rodoviária Federal informou que o agente atuava no estado do Rio de Janeiro e havia ingressado na corporação em 2020.
Por: Juliana Braz