Presidente cita culinária regional para explicar impacto do cenário internacional no custo de vida
Durante agenda em Anápolis, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva associou o conflito no Irã à elevação dos combustíveis e ao aumento do custo de vida no Brasil. Em tom descontraído, Lula afirmou que os reflexos da crise internacional chegam até à mesa do brasileiro e citou um símbolo da culinária regional: “até o pequi fica mais caro”.
Ao discursar para o público, o presidente explicou que a guerra no Oriente Médio pressiona o preço do petróleo no mercado global, o que impacta diretamente o valor dos combustíveis no país. Segundo ele, essa alta gera um efeito em cadeia que encarece alimentos, transporte e produtos do cotidiano.
Lula também criticou o que chamou de “ganância” de setores empresariais, sugerindo que parte dos reajustes teria componente “artificial”. Para o presidente, nem todo aumento reflete apenas os custos internacionais, mas também decisões internas que ampliam a pressão sobre os consumidores.
A fala ganhou tom regional quando ele perguntou ao público: “Quem é que já comeu uma galinhada com pequi aqui?”. Em seguida, reforçou que o encarecimento do combustível interfere no preço final de pratos típicos, feiras, mercados e no orçamento das famílias.
A declaração repercutiu por unir geopolítica, economia e cultura local em uma explicação simples sobre inflação e custo de vida. A referência ao pequi, fruto tradicional do Cerrado e muito consumido em Goiás, aproximou o discurso do cotidiano da população presente.
Por: Genivaldo Coimbra