Mudança no Planalto abre vaga estratégica e pode levar senador goiano ao comando do colegiado mais poderoso da Casa
Uma movimentação em Brasília pode alterar o eixo de poder no Senado. O senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) surge como nome cotado para assumir a presidência da Comissão de Constituição e Justiça caso o atual titular, Otto Alencar (PSD-BA), seja confirmado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Secretaria de Relações Institucionais.
A eventual ida de Otto para o ministério exigiria sua saída do comando da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, abrindo espaço para rearranjos internos no PSD e entre partidos da base governista. Nesse cenário, Vanderlan aparece como opção viável: ele é o atual vice-presidente do colegiado e já presidiu comissões relevantes, como a de Ciência e Tecnologia e a de Assuntos Econômicos.
Otto ganhou força no radar do Planalto após o recuo da indicação do goiano Olavo Noleto, que enfrentou resistência no Congresso por não ter trajetória eleitoral. A avaliação no entorno do governo é que a articulação política exige um nome com voto, trânsito entre bancadas e capacidade de negociação direta com líderes partidários — atributos vistos em Otto.
Nos bastidores, a leitura é que a mudança não impacta apenas a articulação do governo, mas reorganiza a dinâmica interna do Senado. A CCJ é considerada o colegiado mais estratégico da Casa, por onde passam sabatinas, indicações e projetos sensíveis do Executivo e do Judiciário.
Caso a troca se confirme, a possível ascensão de Vanderlan recoloca Goiás no centro das decisões legislativas em um momento de pressão por estabilidade política e avanço de pautas prioritárias do governo no Congresso.
Por: Lucas Reis