Igreja católica foi ocupada por criminosos, que impediram celebrações religiosas e utilizavam o local como base do crime
Uma operação conjunta das forças de segurança resultou na prisão de cinco suspeitos que teriam transformado uma igreja católica em ponto de tráfico de drogas em Petrópolis. A ação foi realizada por equipes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Segundo as investigações, os criminosos seriam oriundos de Belford Roxo e teriam invadido a Capela São Paulo Apóstolo, localizada no bairro Bingen, onde passaram a utilizar o espaço como moradia e base de venda de entorpecentes.
Igreja teve atividades religiosas interrompidas
De acordo com a polícia, o grupo teria proibido a realização de missas e intimidado moradores da região. O templo religioso também teria sido descaracterizado, com retirada de bancos e objetos litúrgicos.
Durante a ação, os agentes encontraram um cenário considerado incomum.
— “Quando a equipe entrou para fazer a rendição, o casal estava sem roupa dentro da igreja. Era um cenário completamente fora do comum” — relatou um dos investigadores.
Drogas e materiais apreendidos
No local, os policiais apreenderam 62 cápsulas de cocaína, 25 porções de maconha e R$ 165 em dinheiro. Parte dos entorpecentes estava escondida dentro da própria estrutura da capela.
Segundo os agentes, ao menos três dos presos já possuíam antecedentes criminais por tráfico de drogas e estariam atuando na região havia cerca de dois meses.
Comunidade relatou ameaças
Moradores informaram às autoridades que vinham sendo intimidados pelos suspeitos e que o bairro passou a conviver com clima de insegurança após a ocupação do espaço religioso.
Outro fato que chamou atenção foi a presença de um jabuti mantido dentro da igreja, o que também será apurado pelas autoridades ambientais.
Diocese se manifesta
Em nota, a Diocese de Petrópolis lamentou o ocorrido e informou que pretende dar continuidade às atividades religiosas e ao trabalho pastoral na comunidade.
O caso segue em investigação para identificar outros possíveis envolvidos e entender como ocorreu a ocupação do imóvel.
Por: Genivaldo Coimbra