Saídas seguem regra eleitoral e maioria dos substitutos já atuava como secretário-executivo
Dezessete ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixaram oficialmente os cargos para disputar as eleições de outubro. As exonerações foram publicadas no Diário Oficial da União e atendem à exigência legal de desincompatibilização seis meses antes do pleito.
A maior parte das pastas será comandada, de forma interina ou efetiva, por secretários-executivos que já atuavam na rotina administrativa dos ministérios. A medida busca garantir continuidade às políticas públicas enquanto os titulares entram na corrida eleitoral.
Entre as mudanças de maior impacto está a saída do vice-presidente Geraldo Alckmin do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para repetir a chapa com Lula como candidato a vice. No Ministério do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet deixou o cargo para concorrer ao Senado, sendo substituída por Bruno Moretti.
Na Casa Civil, sai Rui Costa e entra Miriam Belchior. No Ministério da Fazenda, Fernando Haddad deixa a pasta para disputar o governo paulista, com Dario Durigan assumindo.
Também deixam os cargos nomes como Marina Silva (Meio Ambiente), Camilo Santana (Educação), Renan Filho (Transportes), Anielle Franco (Igualdade Racial) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas).
Alguns ministros, como Alexandre Padilha, permanecem no governo após desistirem da disputa eleitoral. A reorganização marca o início do calendário político e redesenha a Esplanada dos Ministérios às vésperas da campanha.
Por: Bruno José