Pontífice participou da liturgia na Basílica de São Pedro e conduziu a Via Crucis no Coliseu de Roma durante a Sexta-Feira Santa
O papa Leão XIV celebrou, nesta Sexta-Feira Santa (3), pela primeira vez a Missa da Paixão do Senhor na Basílica de São Pedro, no Vaticano, dentro das celebrações da Semana Santa católica. A cerimônia foi marcada por gestos simbólicos e por uma mensagem firme contra a violência, as guerras e o uso do nome de Deus para justificar conflitos.
Logo no início da celebração, o pontífice entrou em procissão e se prostrou diante do altar em silêncio e oração. A Liturgia da Palavra recordou a figura do “servo do Senhor”, descrita pelo profeta Isaías, ressaltando o sentido da crucificação de Cristo como instrumento de salvação.
A homilia foi conduzida pelo pregador da Casa Pontifícia, padre Roberto Pasolini, que destacou que a cruz representa a escolha de amar e servir, mesmo diante dos inimigos. Ele alertou que, em tempos de conflitos, até o nome de Deus tem sido invocado para justificar guerras e mortes.
Segundo o religioso, o mal continua a se espalhar quando encontra quem esteja disposto a retribuí-lo. “As guerras não cessam, as injustiças se multiplicam e os mais vulneráveis pagam o preço”, afirmou.
Um dos momentos mais marcantes ocorreu na adoração ao crucifixo. Descalço, o papa se aproximou do altar, ajoelhou-se e beijou a imagem de Cristo. Ainda nesta sexta-feira, Leão XIV também presidiu a Via Crucis no Coliseu de Roma, carregando a cruz ao longo das estações que recordam a Paixão.
Por: Genivaldo Coimbra