Washington afirma que militar ejetado após queda de caça foi salvo; Teerã diz que operação americana fracassou
A tensão entre Estados Unidos e Irã ganhou um novo capítulo após a queda de um caça F-35 Lightning II em território iraniano. As duas nações apresentam versões conflitantes sobre o desfecho do resgate de um piloto que se ejetou durante o incidente.
Segundo autoridades americanas, o militar foi localizado e resgatado com vida em uma área montanhosa após uma operação considerada de alto risco. O presidente Donald Trump declarou que o piloto está “são e salvo”, embora gravemente ferido, e ressaltou que a missão ocorreu sob forte pressão das forças iranianas na região.
A narrativa, porém, é contestada por Teerã. A Guarda Revolucionária Islâmica afirma que a tentativa de resgate foi mal sucedida e que aeronaves americanas envolvidas na operação foram abatidas. De acordo com a mídia estatal iraniana, helicópteros UH-60 Black Hawk e aviões C-130 Hercules teriam sido atingidos durante as buscas.
O episódio ocorre em meio a uma escalada de confrontos diretos no Oriente Médio. Desde o fim de fevereiro, ações militares envolvendo forças americanas, israelenses e iranianas têm ampliado o clima de instabilidade na região, com ataques a alvos estratégicos e perdas materiais significativas.
Enquanto Washington sustenta que a missão foi concluída com sucesso, Teerã classifica a operação como uma “derrota humilhante” para os Estados Unidos. A ausência de confirmação independente mantém o caso envolto em incerteza e alimenta a guerra de narrativas entre os dois países.
Por: Genivaldo Coimbra