Devoradores de Estrelas emociona ao narrar uma história de amizade e sacrifício, destaca crítica do g1

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‘Devoradores de estrelas’ é filme com Ryan Gosling que dá quentinho no coração
Entre guerras, crise de abastecimento mundial de combustível e o peso insustentável da existência em geral, é uma boa hora para um filme daqueles que dão um quentinho no coração como “Devoradores de estrelas”.
Não se deixe enganar pelo título. Ou o gênero. A ficção científica que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (19) à primeira vista até lembra um pouco um “Interestelar” (2014), mas troca todo aquele papo sobre quinta dimensão e relatividade pelo calor de um abraço.
Apoiado pelo carisma aparentemente infinito de Ryan Gosling (“Barbie”), não demora para que o filme se mostre um conto edificante sobre amizade, empatia e, depois de uma boa dose de lágrimas, sacrifício.
Ryan Gosling em cena de ‘Devoradores de estrelas’
Divulgação
É solitário no espaço
Gosling interpreta um astronauta isolado e desorientado, em uma espaçonave a milhões de quilômetros da Terra. Totalmente sozinho, ele descobre que está em uma possível missão só de ida para tentar encontrar uma resposta a uma ameaça à vida em toda a galáxia.
Parece grandioso demais, mas os diretores Phil Lord e Christopher Miller transformam esse épico espacial em uma história mais humana ao focar na solidão do protagonista e em sua relação com um companheiro inesperado.
Mais conhecidos como os produtores das animações do “Aranhaverso”, eles provam que também são ótimos na direção ao adaptar o livro de mesmo nome de Andy Weir, autor de “Perdido em Marte”.
“Devoradores de estrelas” até tem coisas em comum com o filme de 2015 estrelado por Matt Damon, mas se permite viajar mais, e abraça um lado mais fantasioso da ficção científica.
Sandra Huller e Ryan Gosling em cena de ‘Devoradores de estrelas’
Divulgação
Não é spoiler, mas
É aí que entramos em uma área que muitos podem considerar “spoiler”, por mais que faça parte da sinopse e dos trailers. Então, fica o aviso. Aqueles que não querem saber de nada podem ir ver primeiro o filme e depois voltem aqui.
Quem brilha mesmo em “Devoradores de estrelas” é a relação entre o protagonista e o alienígena formado por pedras que ele conhece no caminho, que também tem uma missão parecida.
Quando o jeitinho meio esquisito de Gosling começa a cansar e seu charme não é mais o bastante para distrair o público de alguns fios soltos mais gritantes da trama, Rocky aparece e constrói uma das dinâmicas entre personagens mais bonitas dos últimos anos.
Com uma direção de arte belíssima, tanto nos efeitos galácticos quanto nos aparelhos alienígenas, e uma trilha sonora que sabe complementar as emoções em cena, esse é um filme que vale demais ser visto no cinema mesmo.
“Devoradores de estrelas” já é um clássico do gênero.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1
Ryan Gosling em cena de ‘Devoradores de estrelas’
Divulgação



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