Em vídeo publicado nas redes, influenciadora Martha Graeff negou envolvimento no caso e criticou vazamento de mensagens
Ex-namorada do empresário Daniel Vorcaro, a influenciadora Martha Graeff publicou vídeo nesta 4ª feira (8.abr.2026) após ter o nome associado ao caso envolvendo o Banco Master.
“Fui arrastada para um lamaçal que não me pertence”, afirmou.
Martha disse que não é investigada nem acusada, e acrescentou que desconhecia qualquer irregularidade à época do relacionamento, iniciado cerca de 2 anos atrás.
“Não só eu não sabia como ninguém mais sabia”, disse.
A influenciadora afirmou que foi alvo de ataques nas últimas semanas e descreveu a situação como uma “violência sem precedentes”. Segundo ela, outras mulheres poderiam ter passado por situação semelhante.
Martha também negou ter recebido qualquer benefício financeiro relacionado ao empresário. Disse que seu patrimônio permanece o mesmo nos últimos anos, e disse que são falsas as informações de que recebeu bens do ex, como imóveis, carros ou embarcações.
A influenciadora criticou o vazamento de mensagens íntimas, que classificou como “atrocidade” e “covardia”. Segundo ela, a exposição teve como objetivo desviar o foco das investigações.
Ela afirmou ainda que decidiu publicar o vídeo para apresentar sua versão dos fatos e, assim, seguir com suas atividades “de cabeça erguida”. O caso envolvendo Vorcaro segue em apuração.
MASTER
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. O fundador da instituição financeira, Daniel Vorcaro, firmou em 19 de março de 2026 um acordo de confidencialidade com a PF (Polícia Federal) e com a PGR (Procuradoria Geral da República) que possibilita uma delação premiada.
O documento expõe riscos de várias autoridades públicas de Brasília. Esse acordo foi assinado quase 12 meses depois do anúncio de compra do Master pelo BRB (Banco de Brasília). A operação foi barrada pelo BC. Atualmente, o BRB tenta se recuperar financeiramente.
O Master foi responsável por rombo recorde no FGC (Fundo Garantidor de Créditos), de quase R$ 52 bilhões, mesmo tendo somente 0,57% do ativo total e 0,55% das captações do sistema financeiro nacional. Também provocou prejuízo de quase R$ 2 bilhões a Estados e municípios nos fundos de Previdência.
