Investigado é alvo de inquérito por estupro de vulnerável e crimes relacionados à pornografia infantojuvenil
A Polícia Civil de Goiás realizou a prisão preventiva de um homem de 39 anos investigado por diversos crimes sexuais, incluindo estupro de vulnerável e delitos relacionados à pornografia infantojuvenil, no município de Itumbiara, no sul do estado.
A ação foi coordenada por equipes da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), com apoio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e da Delegacia Especializada de Apuração de Atos Infracionais (Depai), todas vinculadas à 6ª Delegacia Regional de Polícia.
De acordo com as investigações, o suspeito atuava como líder de jovens em uma igreja evangélica da cidade e passou a ser investigado após denúncia encaminhada pelo Conselho Tutelar.
Como as investigações começaram
Segundo a apuração policial, o caso veio à tona após a informação de que o investigado teria enviado, por meio de rede social, imagens íntimas a uma adolescente de 13 anos e solicitado material semelhante.
Durante o andamento do inquérito, a Polícia Civil identificou outros possíveis crimes, incluindo a tentativa de produção de material pornográfico envolvendo menor de idade e a prática de atos libidinosos por meio de chamadas de vídeo.
As investigações também apontam que o suspeito teria cometido estupro de vulnerável contra uma adolescente de 12 anos e uma mulher adulta com deficiência intelectual, mediante indução para a prática de atos de natureza sexual durante interações virtuais.
Outras vítimas e medidas judiciais
Além disso, a polícia identificou que o investigado teria realizado gravações sem autorização de videochamadas com pelo menos cinco mulheres adultas, o que configura o crime de registro não autorizado da intimidade sexual.
Também foi constatado que ele mantinha armazenado material pornográfico infantojuvenil em seus dispositivos eletrônicos.
Diante da gravidade das acusações, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva, que foi autorizada pela Justiça após manifestação favorável do Ministério Público. O suspeito foi detido e permanece à disposição do Poder Judiciário.
A divulgação da identidade e imagem do investigado foi autorizada conforme a legislação vigente, com o objetivo de possibilitar que outras possíveis vítimas procurem a polícia.
Por: Redação|PD