Nascidos em um mundo dominado por telas e IA, jovens moldam novos hábitos dentro e fora de casa
A chamada Geração Alpha já deixou de ser uma projeção futura para se tornar uma realidade presente nas escolas, nas famílias e no mercado de consumo. Formada por crianças nascidas a partir de 2010, essa é a primeira geração totalmente inserida no século 21, crescendo em um ambiente onde internet, telas sensíveis ao toque, assistentes virtuais e inteligência artificial fazem parte da rotina desde os primeiros anos de vida.
O termo foi popularizado pelo pesquisador australiano Mark McCrindle, que define os alphas como aqueles que nasceram em um contexto já completamente digital. Diferentemente dos millennials, que acompanharam a chegada da internet, e da Geração Z, que cresceu com a explosão das redes sociais, os alphas não conheceram um mundo offline.
Esse contato precoce com a tecnologia altera a forma como aprendem, se comunicam e se relacionam. Tocar uma tela, consumir vídeos curtos ou usar comando de voz é algo natural. O ensino híbrido, os algoritmos personalizados e as casas inteligentes fazem parte da vivência cotidiana desse grupo.
Especialistas apontam vantagens claras, como maior familiaridade com ferramentas digitais e rápida adaptação a mudanças. Ao mesmo tempo, surgem desafios relevantes, como dificuldade de concentração, excesso de estímulos, sedentarismo e dependência de telas. A pandemia de COVID-19 também marcou a infância de parte dessa geração, afetando a socialização e a rotina escolar.
Mesmo crianças, os alphas já influenciam decisões de consumo dentro de casa. Plataformas como o YouTube moldam preferências com velocidade inédita. O impacto dessa geração no futuro ainda está em formação, mas os efeitos no presente já são visíveis na educação, no comportamento e nas relações familiares.
Por: Genivaldo Coimbra