Presidente afirma que espectro político é composto por pessoas que defendem a “dignidade de viver bem”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a esquerda defende “a dignidade de viver bem da maioria, que muitas vezes se comporta em silêncio”. A declaração foi feita nesta 5ª feira (9.abr.2026), no Palácio do Planalto, durante a cerimônia de sanção de 3 leis para a proteção de mulheres.
“Queria dar os parabéns às deputadas e aos deputados que, muitas vezes, aos olhos da sociedade, parecem desaforados. Quando a pessoa apresenta alguma coisa: ‘Que pessoa desaforada, essa pessoa é de esquerda, do Psol, do PCdoB, do PT, essa pessoa é comunista’”, declarou.
Em agosto de 2025, o presidente disse que será “cada vez mais esquerdista e socialista”. A declaração foi feita durante reunião do Consea (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional).
“O Brasil pode fazer mais e a gente pode melhorar muito a situação do país. A gente pode fazer muito mais coisas do que estamos fazendo. Esse é o desafio de quem já foi eleito 3 vezes. Cada vez mais eu tenho que fazer mais. Significa que cada vez vou ficar mais esquerdista, mais socialista e vou ficar achando que a gente pode mais”, afirmou.
Na cerimônia, Lula também tratou a educação como o caminho para o fim da violência de gênero. Disse que apenas sancionar leis não resolve o problema. “Nós não estamos cuidando da causa, com cada projeto de lei desse era preciso ter, concomitantemente, um projeto de lei educando os violentos”, disse.
Segundo o petista, é possível “criar um novo ser humano, mais educado, mais respeitador, menos violento e mais socialmente aceito para viver em comunidade”.
Eis os PLs sancionados:
- PL 2942/2024: determina o monitoramento eletrônico para agressores em casos de violência doméstica;
- PL 3880/2024: altera a Lei Maria da Penha para incluir a violência vicária –o assassinato de filhos ou parentes como punição a mulheres;
- PL 1020/2023: institui o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência às Mulheres Indígenas.
Eis as autoridades que estavam presentes na sanção:
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – presidente da República;
- Janja da Silva – primeira-dama;
- Miriam Belchior – ministra da Casa Civil;
- Eloy Terena – ministro dos Povos Indígenas;
- Wellington César Lima e Silva – ministro da Justiça e Segurança Pública;
- Janine Mello – ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania;
- Sônia Guajajara (Psol-SP) – deputada e ex-ministra dos Povos Indígenas;
- Célia Xakriabá (Psol-MG) – deputada;
- Fernanda Melchionna (Psol-RS) – deputada;
- Leila Barros (PDT-DF) – senadora.