Processo afirma que empresas violaram promessa de criptografia e permitiram acesso de terceiros ao conteúdo das conversas
A Meta é alvo de uma ação judicial coletiva nos Estados Unidos por consumidores que alegam que a empresa interceptou e compartilhou mensagens privadas do WhatsApp com terceiros sem autorização dos usuários. O processo foi protocolado em 25 de março de 2026.
A ação afirma que WhatsApp e Meta comercializaram a plataforma como segura para envio de mensagens privadas por meio de criptografia de ponta a ponta, mas violaram esse compromisso.
“Informantes relataram aos investigadores federais que funcionários da Meta e contratados terceirizados tinham ‘amplo acesso ao conteúdo de mensagens do WhatsApp que deveriam estar criptografadas e inacessíveis’”, afirma a ação coletiva.
Os demandantes, Brian Y. Shirazi e Nida Samson, solicitam julgamento por júri e pedem medidas declaratórias e cautelares, além de indenizações. Os autores são representados por Jennifer L. Joost e Jordan E. Jacobson do escritório Kessler Topaz Meltzer & Check LLP.
HISTÓRICO
Este não é o 1º processo recente contra a gigante de tecnologia envolvendo a interceptação de mensagens privadas.
Em janeiro, um grupo internacional, que inclui o Brasil, entrou com uma ação judicial contra a Meta, acusando a empresa de fazer afirmações falsas a respeito da privacidade e da segurança do WhatsApp.
Os autores afirmam que o aplicativo de mensagens tem acesso às comunicações que promete proteger. A Meta negou as alegações e classificou o processo como uma “obra de ficção frívola”.