Ministro paquistanês denuncia Israel como um “Estado prejudicial” em declaração contundente

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Gabinete de Netanyahu reage e classifica fala como “ultrajante”; chefe da Defesa apagou a publicação

O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Muhammad Asif, chamou Israel de “Estado cancerígeno” em publicação nas redes sociais nesta 5ª feira (9.abr.2026). O país atua como mediador nas negociações de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Após a repercussão, o ministro apagou a postagem.

Na mensagem, Asif escreveu que Israel seria “um mal e uma maldição para a humanidade” e declarou que, enquanto as conversas de paz avançam em Islamabad, “um genocídio está sendo cometido no Líbano”. Também afirmou que “cidadãos inocentes estão sendo mortos por Israel” e citou Gaza e o Irã ao dizer que “o derramamento de sangue continua sem parar”.

“Espero e rezo para que as pessoas que criaram esse Estado cancerígeno em terras palestinas, para se livrar dos judeus europeus, ardam no inferno”, concluiu.

Publicação do ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Muhammad Asif, onde ele chamou Israel de “Estado cancerígeno”

Israel mantém operações no Líbano e não incluiu o país no plano de cessar-fogo anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), com confirmação do Irã. O governo israelense sustenta que as ações têm como alvo o Hezbollah e responsabiliza o grupo pelos confrontos na fronteira.

O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Likud, direita), reagiu à fala do ministro paquistanês. Em nota, classificou a declaração como inaceitável. “O apelo do ministro da Defesa do Paquistão pela aniquilação de Israel é ultrajante. Não é uma declaração que possa ser tolerada de qualquer governo, especialmente de um que afirma atuar como mediador neutro para a paz”, afirmou.

Comunicado do Primeiro Ministro de Israel

No terreno, as IDF (Forças de Defesa de Israel, na sigla em inglês) continuam a divulgar atualizações sobre operações no sul do Líbano e em outras áreas. Segundo os militares, Maher Qassem Hamdan, descrito como comandante das Brigadas de Resistência Libanesa na região de Chebaa, foi morto em ação recente. O Exército afirma que ele atuava no recrutamento, no fornecimento de armas e no financiamento do grupo.

As IDF também disseram ter atingido integrantes que deixavam a região de Chebaa em direção a Sidon, além de relatar a morte de Ali Yusuf Harshi, apontado como secretário pessoal do líder do Hezbollah, Naim Qassem, em Beirute. De acordo com os militares, foram bombardeados ainda cruzamentos usados para transporte de armas ao sul do rio Litani, assim como depósitos, lançadores e centros de comando.

O governo libanês cobra o fim dos ataques israelenses em seu território, enquanto Israel mantém a ofensiva e afirma agir contra estruturas do Hezbollah. A escalada no Líbano ocorre paralelamente às tentativas de cessar-fogo envolvendo Estados Unidos e Irã, mediadas pelo Paquistão, contexto em que a fala de Asif ampliou a tensão diplomática.





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