O técnico Cuca durante jogo do Atlético-MG (Pedro Souza / Atlético)
Pressionado pelos resultados recentes e por limitações no elenco, Cuca alinhou com a diretoria do Santos um plano de reforços para a próxima janela de transferências. O clube pretende buscar até cinco contratações a partir de julho, com foco em corrigir fragilidades que ficaram evidentes ao longo da temporada.
Além disso, o planejamento ganha força após tentativas frustradas no mercado. O Peixe tentou avançar por nomes específicos, mas encontrou resistência e valores considerados altos, o que travou negociações e obrigou a reformulação da estratégia.
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Defesa e laterais entram como prioridade
A principal preocupação da comissão técnica está no sistema defensivo. Nesse sentido, o Santos buscou recentemente o zagueiro Nahuel Ferraresi, mas não conseguiu avançar nas tratativas. O jogador acabou seguindo outro caminho, o que obrigou o clube a reavaliar opções para o setor.
Ao mesmo tempo, as laterais também preocupam. Pela direita, o elenco conta com Igor Vinícius, mas a situação física de Mayke gera dúvidas internas. Já pelo lado esquerdo, o cenário é ainda mais delicado.
A grave lesão de Vinícius Lira reduziu as alternativas disponíveis. Com isso, apenas Escobar aparece como opção imediata, enquanto o jovem Rafael Gonzaga foi promovido de forma emergencial.
Negociação por Juninho Capixaba não avançou
Ainda na busca por soluções para a lateral esquerda, o Santos chegou a sondar Juninho Capixaba, atualmente no Red Bull Bragantino. No entanto, o clube recuou diante da pedida financeira, considerada elevada internamente.
Esse movimento reforça a postura mais cautelosa adotada pela diretoria. Ao invés de entrar em disputas inflacionadas, o Santos tenta equilibrar necessidade esportiva e responsabilidade financeira, sobretudo em um momento sensível fora de campo.
Ataque também preocupa comissão técnica
Por outro lado, o setor ofensivo também entrou na lista de prioridades. Insatisfeito com o desempenho dos jogadores de lado, Cuca avalia que o elenco precisa de pelo menos dois pontas para aumentar a competitividade.
Até aqui, atletas como Rony, Moisés e Benjamín Rollheiser não conseguiram manter regularidade. Dessa forma, o treinador entende que novas opções podem mudar o nível de rendimento do time.
Janela de julho vira ponto-chave no planejamento
Com isso, a janela de transferências que abre em julho se torna central no planejamento do clube. Até lá, o Santos só poderá registrar jogadores livres no mercado, o que limita as alternativas no curto prazo.
Enquanto isso, a diretoria liderada por Marcelo Teixeira tenta reorganizar as finanças e estruturar o elenco para a sequência da temporada. O cenário fora de campo exige cautela, mas também pressiona por respostas rápidas dentro das quatro linhas.