EUA implementam bloqueio estratégico no estreito de Ormuz a partir de segunda-feira

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Forças norte-americanas vão inspecionar embarcações que entrarem ou saírem dos portos e áreas costeiras do Irã

O Comando Central dos Estados Unidos anunciou neste domingo (12.abr.2026) que o bloqueio a navios no estreito de Ormuz começará a partir de 2ª feira (13.abr.2026), às 11h (horário de Brasília). Em comunicado publicado no X, os militares afirmam que a medida será aplicada a todas as embarcações que entrarem ou saírem dos portos e áreas costeiras do Irã.

A medida se dá após o fim das negociações entre as delegações norte-americana e iraniana em Islamabad, no Paquistão, no sábado (11.abr). Os 2 países deixaram a capital paquistanesa sem chegar a um acordo. Segundo a nota, as forças norte-americanas não “impedirão a liberdade de navegação para embarcações em trânsito pelo estreito de Ormuz de e para portos não iranianos”.

“Informações adicionais serão fornecidas aos navegantes comerciais por meio de um aviso formal antes do início do bloqueio. Todos os navegantes são aconselhados a monitorar as transmissões de ‘Aviso aos Navegantes’ (Notice to Mariners) e a entrar em contato com as forças navais dos EUA pelo canal 16 (ponte a ponte) ao operarem no Golfo de Omã e nas proximidades do estreito de Ormuz”, anunciou o anunciou o comando militar norte-ameriano. Leia a íntegra ao final do post.

Neste domingo (12.abr.2026), o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), também afirmou em seu perfil no Truth Social que o estreito de Ormuz continua bloqueado pelos iranianos e exigiu a reabertura da rota marítima. Segundo Trump, o Irã se recusa a abandonar seu programa nuclear. “A reunião correu bem, a maioria dos pontos foi acordada, mas o único ponto que realmente importava, o programa nuclear, não foi”, escreveu o republicano.

Trump disse que os iranianos estão fazendo “extorsão mundial” ao fecharem a passagem e afirmou que a Marinha dos Estados Unidos iniciaria seu próprio bloqueio da rota.

Segundo o Instituto para o Estudo da Guerra, ligado aos EUA, o Irã estaria se aproveitando da existência de um número desconhecido de minas navais que instalou na região para forçar navios a atravessarem a rota utilizando suas águas territoriais. Isso permitiria ao país “extorquir” essas embarcações em troca de “taxas de proteção”.

De acordo com o instituto norte-americano, essas taxas serviam para proteger os navios de ataques dos próprios iranianos. Essa prática de extorsão é ilegal segundo o direito marítimo. Nenhum Estado que faça fronteira com um estreito tem permissão para restringir o tráfego ou cobrar taxas, de acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

Os comentários feitos pelo presidente dos EUA nas redes sociais, neste domingo (12.abr), sinalizaram uma escalada na atividade naval ao redor do estreito. Trump disse que a Marinha começaria a interceptar navios que pagaram pedágio aos iranianos pelo uso da rota e que as Forças Armadas começariam a destruir minas submarinas colocadas nas águas. “Qualquer iraniano que atirar contra nós, ou contra embarcações pacíficas, será explodido no inferno!”, disse.

LEIA A DECLARAÇÃO DO COMANDO CENTRAL DOS EUA

“As forças do Comando Central dos EUA (CENTCOM) começarão a implementar um bloqueio de todo o tráfego marítimo que entra e sai dos portos iranianos no dia 13 de abril, às 10h (horário do leste dos EUA/ET), de acordo com a proclamação do Presidente.

“O bloqueio será aplicado de forma imparcial contra embarcações de todas as nações que entrarem ou partirem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Arábico e no Golfo de Omã. As forças do CENTCOM não impedirão a liberdade de navegação para embarcações em trânsito pelo Estreito de Ormuz de e para portos não iranianos.

“Informações adicionais serão fornecidas aos navegantes comerciais por meio de um aviso formal antes do início do bloqueio. Todos os navegantes são aconselhados a monitorar as transmissões de “Aviso aos Navegantes” (Notice to Mariners) e a entrar em contato com as forças navais dos EUA pelo canal 16 (ponte a ponte) ao operarem no Golfo de Omã e nas proximidades do Estreito de Ormuz.”





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