Premiê húngaro reconheceu a derrota, que impõe o fim de 16 anos de seu governo; líderes europeus e da Otan deram parabéns e falam em “segurança europeia”
O líder da oposição húngara, Péter Magyar (Tisza), comemorou neste domingo (12.abr.2026) o resultado das eleições parlamentares, que indicam vitória de seu partido sobre o Fidesz, do primeiro-ministro Viktor Orbán. que está no poder na Hungria há 16 anos.
Magyar afirmou nas redes sociais que recebeu uma ligação de Orbán para cumprimentá-lo pelo desempenho eleitoral do Tisza. O resultado põe fim a 16 anos do governo do atual líder húngaro.
Também conversou com Friedrich Merz (CDU, centro-direita), chanceler alemão, Emmanuel Macron (Renascimento, centro), presidente francês, Mark Rutte, secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.
Eis a tradução:
“O chanceler da Alemanha e o secretário-geral da Otan também nos deram parabéns por telefone pela nossa vitória”.
Eis a tradução:
“O presidente francês Emmanuel Macron e o presidente do Partido Popular Europeu, Manfred Weber, acabaram de nos dar parabéns por telefone pela nossa vitória”.
Magyar agradeceu aos eleitores: “Obrigado, Hungria”, em referência ao desempenho eleitoral de seu partido. Também afirmou que Orbán reconheceu a derrota por ligação.
Eis a tradução:
“O primeiro-ministro Viktor Orbán acaba de nos dar parabéns por telefone pela nossa vitória”, escreveu.
Os líderes publicaram em suas próprias redes. Merz disse estar “ansioso pela colaboração por uma Europa forte, segura e, acima de tudo, unida”.

E Macron também enfatizou a segurança europeia: “Avancemos juntos em direção a uma Europa mais soberana, pela segurança do nosso continente, pela nossa competitividade e pela nossa democracia”.
O presidente da Espanha, Pedro Sánchez (PSOE, esquerda), afirmou que os “valores europeus” venceram. Disse que a eleição foi “histórica”.
O pleito foi marcado por forte participação eleitoral e debate sobre temas como economia, serviços públicos, corrupção e a relação da Hungria com a União Europeia e a guerra na Ucrânia. A eleição é considerada a mais competitiva desde o retorno de Orbán ao poder, em 2010, e marca a ascensão do Tisza como principal força de oposição no país.
O atual primeiro-ministro reconheceu a derrota após o encerramento da votação e disse que o resultado era “claro” e “doloroso”.





