De acordo com o vice-presidente, estimativa para prazo de execução é de 48 meses, dessa forma a conclusão aconteceria em 2030
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a construção do túnel Santos-Guarujá pode começar ainda em 2026. Ele participou, nesta 2ª feira (13.abr.2026), do evento que oficializou o financiamento do Banco do Brasil ao governo de São Paulo para realização da obra.
De acordo com Alckmin, a estimativa para o prazo de execução do túnel imerso é de 48 meses –se cumprida a projeção, a conclusão do túnel acontecerá em 2030.
A concessionária Mota-Engil ganhou o leilão em 2025 para executar o projeto e já foi confirmada pelo governo. Além disso, a obra conseguiu a licença ambiental prévia emitida pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).
EXIGÊNCIAS DO TCU
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, declarou que eventuais exigências de governança feitas pelo TCU (Tribunal de Contas da União) não devem afetar o cronograma. “Não acredito que vai atrasar. É uma questão burocrática que a gente está finalizando”, disse.
Em março, o órgão chegou a determinar a suspensão cautelar de repasses federais para a PPP (Parceria Público-Privada) do túnel Santos-Guarujá. A decisão afeta cerca de R$ 2,6 bilhões que seriam aportados pela APS (Autoridade Portuária de Santos) no projeto liderado pelo governo de São Paulo.
O relator do caso, Bruno Dantas, entendeu que ainda não há instrumento jurídico adequado que assegure o controle e a fiscalização dos recursos da União.
CRÍTICAS À GESTÃO ANTERIOR
O vice-presidente afirmou que o “governo anterior não liberava recurso de forma alguma”.
Na mesma linha, o ministro da Fazenda Dario Durigan declarou que a pasta entrega “uma perspectiva diferente de como tratar os governos estaduais e municipais. Quando cheguei a esta pasta, ainda havia questões pendentes da má gestão do governo anterior como do ICMS dos combustíveis. Passamos 2023 discutindo o tema com o STF e Estados”.
O túnel Santos-Guarujá é alvo de disputa entre os governos federal, do presidente Lula (PT), e estadual paulista, do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
EVENTO NA SEDE DO BANCO DO BRASIL
O Banco do Brasil assinou nesta 2ª feira (13.abr.2026) o contrato de crédito de R$ 2,5 bilhões com o Estado de São Paulo para financiar parte do Túnel Imerso Santos-Guarujá. O empréstimo tem prazo de 23 anos, juros de CDI + 1,59% e conta com garantia da União, o que reduz o custo financeiro.
O projeto completo soma R$ 6,8 bilhões, com recursos também do governo federal (R$ 2,5 bilhões), além de R$ 1,7 bilhão da iniciativa privada.
O evento na sede do Banco do Brasil, em São Paulo, reuniu autoridades como o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda Dario Durigan e a presidente do banco, Tarciana Medeiros.
Considerado o maior investimento individual do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o túnel será o primeiro imerso da América Latina, ligando Santos e Guarujá sob o canal portuário.
A obra deve reduzir o tempo de travessia de cerca de 50 para 5 minutos, beneficiando aproximadamente 7 milhões de pessoas. Serão feitas três faixas de rolamento e ciclovia.