Unaids utiliza funk para falar com os jovens sobre camisinha e HIV
🔥’O funk é proibidão, mas agora tá protegidão’; 🫦’Bota capa e vem com prevenção’.
🎶O funk, um dos ritmos mais ouvidos e influentes do país, virou ferramenta de saúde pública. O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) lançou no início deste mês a iniciativa “Proibidão Protegidão”.
A ideia é ocupar os mesmos espaços onde a geração Z está e usar o ritmo musical para levar informações sobre a prevenção ao HIV diretamente ao celular dos jovens.
🔎Para isso, a campanha utiliza o Spotify Canvas — ferramenta de vídeos em loop de oito segundos que acompanha a reprodução das faixas — como um espaço inédito de mídia.
Hits de artistas como MC Livinho, MC Mari e MC Pikachu, que somam cerca de 300 milhões de visualizações na plataforma, tiveram seus visuais originais substituídos por animações que promovem o uso do preservativo.
A iniciativa inclui as faixas:
‘Fazer Falta’ do Mc Livinho, Perera DJ
‘Flauta’ da MC Mari, Perera DJ
‘Vínculo Nenhum’ do Mc Davi
‘Lá no Meu Barraco’ do Mc Pikachu
Imagens da campanha “Proibidão Protegidão” nas músicas do Spotify
UNAINDS/Divulgação
Para Thainá Kedzierski, oficial de Comunicação e Advocacy do UNAIDS Brasil, adaptar a linguagem é essencial para ampliar a prevenção.
‘Uma comunicação baseada na autonomia e nas escolhas individuais é fundamental para uma resposta ao HIV mais equitativa, especialmente entre os jovens, grupo que ainda concentra a maior parte das novas infecções’, indica Thainá.
Prevenção e tratamento gratuitos no SUS
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece de forma gratuita:
PrEP (Profilaxia Pré-Exposição)
PEP (Profilaxia Pós-Exposição)
preservativos internos e externos
lubrificantes
autoteste para HIV
tratamento antirretroviral para pessoas que vivem com HIV.
🔎 As profilaxias pré e pós-exposição (PrEP e PEP) são intervenções biomédicas que consistem no uso de antirretrovirais para prevenir a infecção pelo HIV.
O SUS também mantém oferta universal e gratuita de terapia antirretroviral. Mais de 225 mil pessoas utilizam o comprimido único com menor risco de efeitos adversos e melhor grau de aceitação.
Por exigir apenas uma dose diária, o esquema melhora a adesão e a qualidade de vida de pacientes infectados pelo HIV.
Além do Diagnóstico: A evolução do tratamento do HIV
Novas infecções entre jovens
A ação é uma resposta ao aumento de infecção pelo vírus da AIDS na população mais jovem. De acordo com o “Boletim Epidemiológico – HIV e Aids 2025”, do Ministério da Saúde, 48,7% das novas infecções por HIV foram registradas em pessoas de 15 a 29 anos em 2024.
Os últimos dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PENSE), realizada pelo IBGE em 2019, também mostram que o percentual de jovens de 13 a 17 anos que afirmam usar preservativo nas relações sexual caiu.
Os números passaram de 72,5% em 2009 para 59% em 2019, uma queda de mais de 13 pontos percentuais em 10 anos.
Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
