Com a palavra, o artista: “Faço 70 anos de vida e 45 de carreira – e, para mim, nada seria mais relevante para dar significado a estar por aqui há tanto tempo, respirando nesse planetinha conturbado, do que lançar um disco de inéditas! Afinal, depois de toda essa estrada, e quem chegou a esse ponto dela vai saber melhor do que estou falando, vão ficando mais claros os motivos que sustentam a nossa permanência insistente nesse turbilhão emaranhado chamado vida. E um dos meus maiores motivos é justamente esse: colocar música nova no mundo, da melhor forma que eu puder, sem a preocupação de a quantos ela irá atingir, se serei reconhecido por ela, ou se ela me trará a glória ou o ostracismo. Isso são coisas que não me cabem responder, não estão no meu universo de questões, muito menos quando lanço um disco de inéditas. No entanto, é justamente nesses momentos que elas estão mais presentes. Sempre espero a onipresente pergunta: porque você fazendo a música que faz não se tornou conhecido? O que me cabe responder é se a música que faço expressa bem o que eu tenho a dizer. E só! Tenho uma imensa admiração por artistas que criam pela necessidade da criação, pela expressão de seus universos, e foi nesse caminho que bem ou mal busquei a minha construção nos últimos 45 anos”, se situou Sergio Santos ao anunciar o lançamento do álbum “Todo samba”.