O que começou como passatempo virou um pesadelo financeiro e emocional na vida da cearense Assíria Macêdo, de 29 anos. Moradora de Fortaleza, ela revelou nas redes sociais que perdeu duas casas, acumulou cerca de R$ 50 mil em dívidas e viu o casamento acabar por causa do vício em jogos de apostas online, popularmente conhecidos como “Jogo do Tigrinho”.
O relato ganhou grande repercussão por causa da decisão drástica tomada por Assíria: ela deixou de usar o celular para impedir qualquer acesso às plataformas de apostas que a levaram ao fundo do poço.
Do entretenimento ao descontrole
Segundo o desabafo publicado em vídeo, as apostas começaram de forma despretensiosa, como entretenimento. Com o tempo, no entanto, a prática se tornou compulsiva. Ela passou a apostar valores cada vez maiores, contrair dívidas e até recorrer a empréstimos informais para continuar jogando.
O vício afetou não apenas sua vida financeira, mas também a convivência familiar. O casamento não resistiu às dívidas e às constantes discussões provocadas pelo problema.
Perdas materiais e dependência emocional
Para tentar quitar parte do que devia, Assíria precisou vender bens da família. Hoje, vive de favor com os pais idosos e as filhas, dependendo de ajuda para se reerguer.
Em um dos trechos mais compartilhados do vídeo, ela resume a gravidade da situação: o próprio celular se tornou um gatilho para o vício.
A medida extrema de abandonar o aparelho foi, segundo ela, a única forma encontrada para evitar recaídas.
Busca por tratamento psicológico
Após a repercussão do caso, Assíria conseguiu acesso a acompanhamento psicológico gratuito, passo considerado essencial por especialistas no tratamento da dependência em jogos e apostas digitais.
O caso dela acende um alerta sobre o crescimento de transtornos relacionados a apostas online no Brasil, principalmente pela facilidade de acesso via aplicativos e redes sociais, que tornam o vício silencioso e progressivo.
O relato serve como aviso para milhares de pessoas que enxergam esse tipo de jogo apenas como diversão, mas que podem acabar enfrentando consequências profundas na vida pessoal, financeira e emocional.
Por: Lucas Reis