O Brasil dá um passo estratégico na corrida global por minerais críticos após o acordo definitivo que prevê a aquisição da Serra Verde pela norte-americana USA Rare Earth. A operação, ainda sujeita a aprovações regulatórias, tem previsão de conclusão no terceiro trimestre de 2026.
A CEO da compradora, Barbara Humpton, destacou que a união dos ativos permitirá à companhia fornecer, em grande escala e fora da Ásia, os quatro elementos magnéticos de terras raras usados na fabricação de ímãs de alto desempenho — componentes essenciais para veículos elétricos, turbinas eólicas, eletrônicos e sistemas de defesa.
Vantagem geopolítica
Com reservas relevantes e projetos em estágio avançado, o Brasil passa a ocupar posição central em uma cadeia produtiva considerada estratégica por governos e indústrias. Hoje, a oferta global desses minerais é fortemente concentrada em países asiáticos, o que tem impulsionado acordos internacionais para diversificação de fornecedores.
A Serra Verde é vista como um dos projetos mais promissores no país para a produção de terras raras, fator que elevou seu valor estratégico no cenário internacional.
Integração de lideranças brasileiras
O acordo também prevê a presença de executivos da mineradora brasileira na estrutura de comando da empresa resultante. O CEO da Serra Verde, Thras Moraitis, assumirá a presidência e um assento no conselho de administração. Já Mick Davis integrará o conselho da companhia norte-americana.
Até a conclusão formal, as empresas seguem cronogramas de integração e aguardam as autorizações necessárias para o fechamento do negócio.
Por: Lucas Reis