Lula reafirma compromisso de reciprocidade após saída de delegado da PF ordenada pelo governo Trump, envolvido na prisão de Ramagem

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu reciprocidade depois que o governo de Donald Trump solicitou formalmente a saída do território dos EUA do delegado Marcelo Ivo de Carvalho, da Polícia Federal (PF), que atuava junto ao Serviço de Imigração e Controle norte-americano (ICE, na sigla em inglês). O agente foi responsável direto pela operação que levou à detenção do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que fugiu para os Estados Unidos após condenação na trama golpista.

O pedido de saída foi confirmado pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental (WHA, pela sigla em inglês), vinculado ao Departamento de Estado (equivalente ao Ministério das Relações Exteriores nos EUA).

“Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro envolvido deixe o nosso país por tentar fazer isso”, escreveu o WHA nas redes sociais, em mensagem compartilhada, em português, pelo perfil da Embaixada dos EUA no Brasil.

Em viagem à Europa, Lula foi consultado sobre o tema em conversa com jornalistas em Hanôver, na Alemanha. “Se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o deles no Brasil. Não tem conversa”, afirmou. “Não podemos aceitar essa ingerência, esse abuso de autoridade que algumas personagens americanas querem ter com relação ao Brasil”.

Entenda o caso

Marcelo Ivo atua representando a PF em Miami, nos Estados Unidos, desde 2023. Ele atua em projetos de colaboração entre as forças policiais do Brasil e dos EUA em investigações internacionais e operações de migração realizadas pelo ICE.

A função ocupada por Marcelo Ivo nos EUA prevê a identificação de foragidos da Justiça brasileira em território norte-americano. Ramagem foi detido no último dia 13 de abril. Dois dias mais tarde, foi solto e agradeceu o governo Trump.

Imagem divulgada pelo departamento penitenciário para onde Ramagem foi levado após a detenção – foto: Reprodução

Ramagem, que foi delegado da PF, compartilhou em suas redes sociais as mensagens do WHA e da Embaixada dos EUA no Brasil sobre o caso. Além disso, debochou do atual diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues: “Aguardando a manifestação pública cooperativa do diretor-geral da PF, Andrei ‘single malt Macallan’ Rodrigues…”, escreveu.

A mensagem faz referência a uma marca de uísque (Macallan). Segundo reportagem do portal Poder360, Rodrigues participou de um evento em Londres junto a Daniel Vorcaro, do Banco Master, que incluía degustação de bebida da marca, em evento que, no total, custou cerca de 3 milhões de reais.



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