A dramaturgia foge da linha Wikipedia, pondo em cena a essência da história de Zezé em musical permeado pela exuberante negritude que pauta todo o caminho de Zezé nas artes. “Negritude”, aliás, foi o título do segundo álbum solo da artista, lançado em 1979 e impulsionado pelo sucesso radiofônico do supracitado samba “Senhora liberdade”, presente naturalmente no roteiro do espetáculo ao lado de composições como “Magrelinha” (Luiz Melodia, 1973) e “Soluços” (Jards Macalé, 1969), músicas das quais Zezé se apropriou ao interpretá-las com a voz grave, quente e afinada.