Kevin Warsh diz que não fez acordo com o presidente dos EUA para reduzir as taxas de juros em troca do cargo
O indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), para a presidência do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA), Kevin Warsh, rebateu na 3ª feira (21.abr.2026), durante audiência de confirmação perante a Comissão Bancária do Senado dos EUA, as críticas que vêm recebendo. O comitê analisa a indicação de Warsh para substituir Jerome Powell, cujo mandato termina em 15 de maio.
Na audiência, a senadora Elizabeth Warren (Partido Democrata) disse que Warsh seria um “fantoche” de Trump à frente do Fed. “Ter um fantoche no comando do Fed daria ao presidente acesso às poderosas autoridades do Fed para enriquecer a si mesmo, sua família e seus amigos de Wall Street”, afirmou ela.
Ao ser perguntado se seria o “fantoche” do presidente dos EUA, o advogado e financista de 56 anos respondeu: “Absolutamente não”. Afirmou que a independência do banco central dos EUA “é essencial” e que vai preservar a autonomia da instituição.
A senadora democrata questionou Warsh sobre suas participações financeiras e possíveis vínculos com o bilionário Jeffrey Epstein, condenado por tráfico sexual e morto em 2019. “Os [fundos] investem em empresas afiliadas ao presidente Trump ou sua família, empresas que facilitaram lavagem de dinheiro, empresas controladas pela China ou veículos de financiamento estabelecidos por Jeffrey Epstein?”, perguntou a senadora.
Ele se recusou a responder, mas afirmou que planejava se desfazer de suas participações caso fosse confirmado como presidente do Fed.
Warsh aproveitou a audiência para negar ter feito um acordo com Trump para reduzir as taxas de juros em troca da oferta de emprego.
“O presidente nunca me pediu para me comprometer com qualquer decisão específica sobre taxas de juros, ponto final, e eu jamais concordaria em fazê-lo mesmo se ele tivesse pedido, mas ele nunca pediu”, disse ele.
Warsh pediu uma “mudança de regime” no Fed, que incluiria uma nova “estrutura” para o controle da inflação e uma possível revisão da forma como o banco se comunica com o público sobre a política monetária.
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