Brasileira se torna a bilionária mais jovem do mundo como cofundadora da Kalshi

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Startup de Luana Lopes Lara, de 29 anos, vale US$ 11 bi e foi bloqueada no Brasil nesta 6ª feira (24.abr)

A brasileira Luana Lopes Lara, de 29 anos, cofundadora da startup de previsões Kalshi, é a mulher mais jovem do mundo a construir a própria fortuna e se tornar bilionária. O sucesso da plataforma nos Estados Unidos, no entanto, esbarrou na regulação do Brasil: a empresa está entre os 27 sites de apostas preditivas bloqueados pelo governo federal nesta 6ª feira (24.abr.2026).

Formada em Ciência da Computação pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), Luana tem um patrimônio estimado em US$ 1,3 bilhão e cerca de 12% de participação na Kalshi. Em vez de negociar ações como numa bolsa tradicional, a plataforma opera como um mercado financeiro de previsões: nela, os usuários compram e vendem contratos baseados na probabilidade de eventos específicos ocorrerem no mundo real, como a alta da inflação, uma invasão militar ou a vitória de um candidato nas eleições.

A empresária passou a liderar o ranking de jovens bilionárias que fizeram fortuna por conta própria depois de a Kalshi captar US$ 1 bilhão em uma rodada de investimentos no fim de 2025. O aporte elevou o valor de mercado da empresa para US$ 11 bilhões. Em 2024, a startup venceu uma disputa judicial nos EUA e tornou-se a 1ª plataforma totalmente regulamentada a oferecer negociações sobre resultados eleitorais no país.

BLOQUEIO NO BRASIL

Apesar da operação nos EUA, o governo brasileiro decidiu vetar a atuação da Kalshi e de concorrentes como a Polymarket. Nesta 6ª feira (24.abr), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou o bloqueio de 27 plataformas digitais de “mercados preditivos” com a ajuda da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

Segundo Durigan, os sites exploravam lacunas regulatórias para ofertar apostas em dinheiro sobre eleições, esportes e reality shows. O governo entende que essas operações não se enquadram na Lei das Bets (Lei 14.790 de 2023) por não serem apostas esportivas de quota fixa, e representam risco financeiro, sobretudo para a população de baixa renda.

Para dar segurança jurídica ao bloqueio, o CMN (Conselho Monetário Nacional) publicou a Resolução 5.298. O texto do Banco Central determina que previsões sobre eventos não econômicos não podem ser classificadas ou comercializadas no país como derivativos financeiros.

“A conclusão é que os mercados de predição não são legais, não são regulares no Brasil”, declarou o ministro da Fazenda. A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) também foi acionada para restringir qualquer oferta do tipo no mercado de capitais brasileiro.





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