Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Zema critica proposta sobre jornada de trabalho e dispara contra ministros do STF

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Pré-candidato à Presidência chama debate sobre escala 6×1 de “populismo” e faz ataques diretos a integrantes da Corte

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, fez declarações contundentes nesta sexta-feira (24), durante entrevista à Rádio Bandeirantes, em Goiânia, ao comentar temas relacionados ao mercado de trabalho e ao Judiciário brasileiro. Ele classificou como “populismo” a proposta que discute o fim da escala de trabalho 6×1, atualmente em análise no Congresso Nacional.

Ao abordar o tema, o político criticou o momento em que as propostas estão sendo debatidas, destacando o período eleitoral como fator sensível. “Uma medida dessa não deveria nunca ser analisada, proposta num ano eleitoral. Populismo puro”, afirmou.

Zema defendeu a adoção de modelos mais flexíveis de jornada de trabalho, semelhantes aos praticados em países como os Estados Unidos, com contratos adaptáveis à carga horária semanal. Segundo ele, a possibilidade de diferentes regimes daria maior liberdade tanto para trabalhadores quanto para empregadores. “O que eu tenho falado é o seguinte: além da CLT, eu tenho um regime de trabalho aqui por horas. Igual a maioria dos países têm. O brasileiro é que vai escolher. Eu vou fazer um contrato de 20, 30, 40, 50 horas (por semana). Isso é o que nós precisamos”, disse.

Críticas ao STF

Durante a entrevista, Zema também direcionou críticas a membros do Supremo Tribunal Federal (STF), associando a Corte a episódios envolvendo o chamado escândalo do Banco Master.

O ex-governador mencionou diretamente os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, utilizando expressões duras para se referir a eles.

“Agora, talvez, o ministro não saiba. Não fui eu que voei em jatinho do maior criminoso do Brasil. Ele e os colegas voaram. Não fui eu que fiz negócio com o Banco Master. Ele e colegas parece que fizeram”, declarou.

Na sequência, o político ampliou o tom das críticas. “Duas já não têm mais nada, que são Toffoli e Moraes. Aqueles ali são iguais árvores que o cupim já comeu totalmente. Estão de pé. Qualquer vento que vier agora, vão cair”, afirmou.

Zema também relembrou decisões passadas da Corte, citando o caso envolvendo o médico Roger Abdelmassih. “Liberou um estuprador serial. Se um ministro faz isso, coloca em liberdade um homem que estuprou dezenas de mulheres, dá pra ver que ele é um sujeito que não sabe avaliar bem as coisas”, disse.

Propostas para o Judiciário

Ao ser questionado sobre possíveis mudanças no funcionamento do STF, caso seja eleito, o pré-candidato sugeriu alterações nos critérios de escolha dos ministros, como a fixação de idade mínima de 60 anos para nomeação, mantendo o limite atual de 75 anos para aposentadoria.

“A pessoa já está numa fase diferente, em que ela quer deixar um legado. E não numa fase em que ela quer fazer contrato de milhões para poder resolver a sua vida, como tem acontecido lá no mesmo Supremo Tribunal Federal”, afirmou.

Além disso, Zema defendeu o fim das decisões individuais dentro da Corte. Segundo ele, uma “canetada” de um único ministro pode ter impacto significativo sobre decisões tomadas pelo Legislativo.


Por: Genivaldo Coimbra

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