Um novo estudo internacional apontou que mais de 70% da população mundial acredita em pelo menos uma informação falsa relacionada à saúde, mesmo quando essas alegações já foram refutadas pela ciência.
A pesquisa ouviu mais de 16 mil pessoas em 16 países, incluindo o Brasil, e expôs os participantes a afirmações comuns nas redes sociais — muitas delas já desmentidas por especialistas. Entre os temas que mais geraram aceitação estavam dúvidas sobre a segurança das vacinas, benefícios não comprovados de certos alimentos e teorias conspiratórias ligadas à saúde pública.
Os pesquisadores descobriram que não foi apenas um pequeno grupo marginal que acreditou nessas informações: pessoas com alto nível educacional e que buscam informações de saúde com frequência também admitiram acreditar em alguma das falsas afirmações.
Esse fenômeno está relacionado à chamada infodemia — a circulação massiva de informações verdadeiras e falsas que dificulta a identificação de conteúdo confiável. Especialistas alertam que essa confusão pode influenciar negativamente em decisões importantes, como a procura por vacinas, adesão a tratamentos médicos e escolhas de alimentação saudável.
Exemplos de falsas crenças consideradas verdadeiras por parcela significativa dos entrevistados:
Alegações incorretas sobre riscos e benefícios de vacinas.
Mitos sobre alimentos “curativos” ou perigosos.
Afirmações falsas sobre uso de medicamentos na gestação.
Especialistas em saúde e comunicação reforçam que, em tempos de grande circulação de informações, a capacidade de filtrar conteúdo e buscar fontes científicas confiáveis é tão essencial quanto a própria atenção à saúde.