Kassab diz que Lula e Flávio não têm chances na eleição de 2026
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, fez declarações impactantes nesta segunda-feira (27 de abril de 2026) sobre as chances de vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro nas próximas eleições presidenciais. Em um evento realizado no Hotel W, em São Paulo, Kassab destacou que a rejeição de mais de 40% dos pré-candidatos pode ser decisiva para o futuro eleitoral do Brasil.
Alta rejeição dos candidatos
A pesquisa Nexus/BTG, divulgada também nesta segunda-feira, revela que Lula e Flávio Bolsonaro enfrentam uma rejeição significativa de 48% entre os eleitores. Kassab expressou sua perplexidade ao apontar que, em um cenário de primeiro turno, é difícil imaginar como candidatos com “recall” negativo tão acentuado possam liderar as intenções de voto.
Cenários de 1º turno
Com a pesquisa detalhando três cenários diferentes de primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio varia entre 36% e 38%. Os demais pré-candidatos à presidência, notadamente o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, só alcançam, no máximo, 6%. Segundo Kassab, a baixa popularidade dos outros candidatos se deve à falta de experiência em campanhas nacionais.
Crescimento durante a campanha
Kassab acredita que, à medida que a campanha avança, novos nomes tendem a ganhar visibilidade. Ele menciona que os candidatos menos conhecidos podem se beneficiar do processo eleitoral, assim como aconteceu em sua própria trajetória política. O ex-prefeito de São Paulo recordou sua experiência de 2008, quando, mesmo com seus concorrentes liderando as pesquisas, acabou vitorioso.
Expectativa sobre as candidaturas
“Hoje, a pesquisa mostra duas candidaturas com ‘recall’. Aqueles que não têm essa memória política têm espaço para crescer durante a campanha”, afirmou Kassab. Essa perspectiva é crucial, visto que a eleição se aproxima e a competição pelo voto tem se intensificado.
O papel da visibilidade
Kassab enfatiza que a visibilidade é um fator crítico para o sucesso eleitoral. Candidatos que ainda não conquistaram reconhecimento nacional enfrentam um desafio maior, mas, segundo ele, podem se sobressair à medida que os eleitores os conhecem melhor. Essa dinâmica de crescimento dependerá de estratégias eficazes de campanha e comunicação.
Considerações finais
Em meio a um ambiente político incerto e polarizado, Kassab levanta questões importantes sobre a capacidade dos principais candidatos de reverter suas altas taxas de rejeição. Com as eleições presidenciais de 2026 em vista, esses dados iniciais podem servir de alicerce para futuras estratégias eleitorais, tanto para os candidatos já conhecidos quanto para aqueles que buscam espaço na corrida presidencial. O que está claro é que a jornada eleitoral ainda está aberta a surpresas e reviravoltas.