Enquanto a chamada “Devoradora do Cerrado” segue como figura emblemática nas histórias que circulam nas redes sociais, a área do Polo JK, em Santa Maria (DF), ganhou um novo capítulo de polêmica: casais foram flagrados em encontros íntimos ao ar livre, em cenas que viralizaram e chamaram a atenção de internautas.
Segundo relatos publicados nas redes, alguns casais estão usando as áreas desertas do polo industrial para encontros sexuais marcados por anonimato — muitas vezes com máscaras — e compartilhando vídeos desses momentos em perfis voltados a fetiches e comunidades adultas.
As postagens mostram casais em momentos íntimos filmados sob o breu de Santa Maria, com participantes usando apenas máscaras para preservar timidamente suas identidades, enquanto envolvem terceiros nos atos filmados.
Liberdade ou exposição?
O fenômeno, que já circula em perfis nas redes sociais, provocou debate sobre a exposição pública e os limites entre o que é liberdade sexual e o que pode ser enquadrado como ato indecente em espaço aberto. A presença de casais realizando atos íntimos em ruas e terrenos do Polo JK tem gerado curiosidade, mas também preocupação entre moradores e autoridades.
Risco legal
Especialistas em direito penal alertam que, apesar das cenas muitas vezes circularem como expressão de liberdade individual ou dinâmica de fetiche consensual, a prática pode configurar ato obsceno em lugar público nos termos do Artigo 233 do Código Penal, que prevê detenção para quem pratica ato obsceno em local público ou exposto ao público.
Caso a Polícia Civil receba denúncia formal, as pessoas envolvidas podem ser investigadas e responder criminalmente, mesmo que o conteúdo tenha sido gravado com consentimento entre os participantes.
Repercussão nas redes
Internautas dividem opiniões: enquanto uns defendem a liberdade de expressão e escolhas sexuais dos envolvidos, outros criticam a exposição em locais públicos e lembram dos riscos legais e sociais de divulgar esse tipo de conteúdo na internet.